Deutsche Tageszeitung - Redesenho da Classe S 2026

Redesenho da Classe S 2026


Redesenho da Classe S 2026
Redesenho da Classe S 2026

A Mercedes‑Benz entrou em 2026 com a atualização mais profunda já aplicada à sua limusine de referência. Mais da metade da nova Classe S foi redesenhada ou desenvolvida do zero – aproximadamente 2 700 componentes foram revistos. O resultado é um sedã que mantém a elegância discreta, mas traz avanços técnicos e estéticos que redefinem o segmento de luxo.

Design exterior: estrela em destaque:
Embora o perfil geral permaneça familiar, as mudanças são profundas. A grade frontal cresceu cerca de 20 % e agora é iluminada, com padrões em forma de estrela tridimensionais. Essa assinatura luminosa também se estende ao novo emblema de capô opcionalmente iluminado e aos faróis e lanternas com estrelas embutidas. O sistema DIGITAL LIGHT recorre a micro‑LEDs para ampliar o campo de iluminação em 40 % e projeta um facho de alto alcance de até 600 metros, consumindo metade da energia e reduzindo o peso do conjunto.

As rodas de 19 polegadas agora são de série, com opções de 20 polegadas em liga leve – algumas com design intrincado de 50 raios cruzados. A paleta de cores foi ampliada com mais de 150 pinturas e novos tons MANUFAKTUR, como Black Sparkling e Verde Silver Magno, que podem ser combinados a mais de 400 tonalidades de interior. O programa MANUFAKTUR Made to Measure permite personalizar praticamente cada detalhe da carroceria e da cabine.

Interior e tecnologia digital:
Por dentro, a Classe S 2026 dá um salto digital sem abandonar o luxo artesanal. O novo MBUX Superscreen combina uma tela central de 14,4 polegadas e um display de 12,3 polegadas para o passageiro em uma única superfície envidraçada, enquanto o painel de instrumentos digital para o condutor continua separado. No banco traseiro, dois monitores de 13,1 polegadas com câmeras integradas permitem videoconferências, e controles removíveis possibilitam ajustar assentos, climatização, ventilação, massagem e persianas remotamente.

O sistema operacional de bordo MB.OS, alimentado por um supercomputador, integra todos os sistemas do veículo e possibilita atualizações remotas. A quarta geração do MBUX incorpora agentes de inteligência artificial da Microsoft e do Google, com assistente virtual que surge como avatar animado na tela e reconhece voz, toque e gestos. Recursos como reconhecimento facial e por impressão digital armazenam mais de 800 preferências de usuário, enquanto a navegação com realidade aumentada projeta setas e instruções diretamente no pára‑brisa. O pacote MB.Drive oferece funções de assistência ampliadas e estacionamento automatizado com visão 360°.

Conforto de primeira classe:
O conforto foi aperfeiçoado. Os bancos dianteiros multicontorno oferecem aquecimento rápido, ventilação e massagem, com ajustes automáticos para reduzir fadiga em viagens longas. O sistema AIR BALANCE purifica e aromatiza o ar, enquanto a iluminação ambiente de 64 cores cria diferentes atmosferas e também serve como aviso visual de perigo. Sistemas de som Burmester® 3D ou 4D integrados com Apple Spatial Audio proporcionam uma experiência imersiva. Novos apoios para os pés, aquecedores de pescoço e cintos de segurança aquecidos a 44 °C foram incluídos para os passageiros traseiros.

Segurança e assistência ao condutor:
Uma rede de até dez câmeras externas, cinco radares e doze sensores ultrassônicos permite que o sedã monitore o ambiente e execute manobras semiautônomas. As atualizações incluem mudanças de faixa automáticas, suporte preditivo e proteção lateral proativa com elevação da suspensão em caso de impacto iminente. Novos airbags dianteiros centrais e traseiros ampliam a segurança, enquanto a iluminação ambiente ativa alerta visualmente para perigos. O eixo traseiro direcional passa a ser padrão com 4,5 graus de esterçamento, e uma versão de 10 graus permanece opcional, melhorando manobrabilidade em baixas velocidades.

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Motorização e desempenho:
A gama de motores inclui versões híbridas leves e plug‑in. O seis‑cilindros em linha M256 Evo ganhou maior torque (600 Nm, ou 640 Nm com função de sobretorque) e isolamento acústico aprimorado. O V8 M177 Evo, com virabrequim de plano plano, entrega 537 cv e 750 Nm, mantendo a suavidade graças à hibridização leve. A versão plug‑in híbrida combina o seis‑cilindros a um motor elétrico para totalizar até 577 cv e cerca de 47 milhas (75 km) de autonomia elétrica. Todas as versões trazem transmissão automática de nove marchas e tração integral 4MATIC®.

As variantes do portfólio incluem S 500 4MATIC (seis‑cilindros), S 580 4MATIC (V8 biturbo), S 580e (plug‑in híbrida) e AMG S 63 E Performance, que adiciona uma unidade elétrica ao motor V8 para oferecer desempenho de supercarro.

Conclusão da Classe S 2026:
Com a atualização de 2026, a Classe S reforça sua condição de referência no segmento. A combinação de design renovado, tecnologia digital avançada, conforto de primeira classe e motorização eficiente demonstra que a fabricante não se contentou com um simples retoque: o sedã recebeu mais de 50 % de peças novas e uma abordagem visionária para a mobilidade de luxo. Esta geração mostra como a tradição pode coexistir com a inovação e antecipa o futuro dos automóveis de alto luxo.

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Toyota bZ7: Luxo elétrico na China

O Toyota bZ7 está transformando o segmento de sedãs elétricos de luxo na China. Desenvolvido em parceria entre a Toyota e a GAC, o modelo de mais de cinco metros é destinado apenas ao mercado chinês e mede cerca de 5.130 mm de comprimento por 1.965 mm de largura, equiparando‑se a um Tesla Model S. O preço inicial é de 147.800 yuans (aproximadamente US$21.500) e pode chegar a 199.800 yuans conforme a versão.O bZ7 destaca‑se pela tecnologia embarcada. Ele utiliza o sistema HarmonyOS 5.0 da Huawei em uma tela touch de 15,6 pol., um painel digital de 8,8 pol. e um head‑up display de 27 pol. O comando de voz reconhece diversas zonas e comandos, mas botões físicos permanecem para funções essenciais. O pacote de assistência R6 da Momenta inclui LiDAR e outros 26 sensores para oferecer navegação autônoma em rodovias e cidades, bem como estacionamento automático sem cobrança de assinatura.Os ocupantes desfrutam de bancos ventilados, aquecidos e com massagem; os assentos dianteiros utilizam um design de gravidade zero para maior conforto. Suspensão pneumática de câmara dupla e um sistema que antecipa as condições da via garantem condução suave.

AC Schnitzer: Quando os tuners de culto silenciam

O fim anunciado da AC Schnitzer até ao final de 2026 é muito mais do que o desaparecimento de um nome conhecido no universo do tuning. É um sinal de alarme cujo alcance ultrapassa largamente o círculo dos entusiastas da BMW. Quando uma empresa que, durante décadas, simbolizou a preparação desportiva de modelos BMW, as jantes forjadas, as afinações de chassis, os sistemas de escape e uma forma muito alemã de viver a paixão pela engenharia deixa de conseguir operar de forma rentável na Alemanha, a questão deixa de dizer respeito apenas a uma marca. Passa a tocar o próprio posicionamento industrial e automóvel da Alemanha. É por isso que a AC Schnitzer se transformou num caso simbólico: um caso que espelha a erosão da competitividade, uma estrutura de custos cada vez mais difícil de sustentar e a perceção crescente de que a política responde tarde, com cautela excessiva e sem a velocidade necessária.É precisamente aí que nasce a carga emocional deste tema. A AC Schnitzer nunca foi apenas uma fornecedora de peças. Representou uma cultura própria de personalização, situada entre a proximidade estética à fábrica e uma afirmação mais ousada e desportiva. Para muitos apaixonados pela BMW, a marca fazia parte integrante da paisagem automóvel alemã: Aachen, BMW, a ligação ao desporto motorizado, programas completos de transformação, jantes características, componentes aerodinâmicos, kits de potência e automóveis especiais com identidade própria. Nesse sentido, o fim da AC Schnitzer não é apenas uma história de contas. É também a perda de um fragmento de identidade industrial.As razões para este encerramento são particularmente reveladoras, porque expõem exatamente a cadeia de problemas de que a indústria alemã fala há anos. No centro está uma combinação tóxica de custos crescentes de desenvolvimento e produção, processos de homologação lentos, maior pressão competitiva internacional e alterações na procura. O ponto mais pesado é a crítica à duração do sistema alemão de aprovação. Se as peças aftermarket chegam ao mercado muitos meses depois das dos concorrentes estrangeiros, um especialista de nicho perde precisamente aquilo de que mais depende: tempo, visibilidade e margem. A isto juntam-se matérias-primas mais caras, taxas de câmbio voláteis, problemas do lado dos fornecedores, tarifas em mercados relevantes, maior prudência no consumo e o recuo gradual do motor de combustão como centro simbólico da cultura do tuning. A AC Schnitzer não descreve, por isso, um problema isolado, mas antes uma concentração de pressões estruturais.

Maybach entre o brilho e a viragem

A nova Mercedes-Maybach Classe S é muito mais do que uma atualização cuidada de uma limousine de luxo já consagrada. Surge numa fase em que a Mercedes está a reforçar o topo do seu portefólio, a renovar profundamente a Classe S e, ao mesmo tempo, a expandir a Maybach como um universo de luxo próprio, que já não vive apenas da berlina com chauffeur, mas também do SUV elétrico e do roadster exclusivo. É precisamente por isso que este modelo tem tanto peso. A nova proposta quer ser mais digital, mais personalizável e mais visível na forma como exprime o luxo, sem abdicar daquilo que sempre definiu a Maybach: silêncio, espaço, conforto e presença.No exterior, essa ambição torna-se imediatamente evidente. A carroçaria continua a ser uma figura imponente, com cerca de 5,48 metros de comprimento, mas a encenação visual é agora ainda mais afirmativa. A grelha cresce, a luz torna-se linguagem de design, os emblemas Maybach ganham protagonismo e as novas jantes reforçam a sensação de autoridade. Até detalhes aparentemente menores, como as projeções ao entrar no automóvel ou os apontamentos em ouro rosado no interior dos faróis, sublinham a ideia de que aqui o luxo não é apenas possuído, mas também encenado. Para quem prefere uma leitura mais escura e mais dramática, essa possibilidade continua a existir. Não se trata de um desenho orientado para a discrição, mas para o efeito deliberado.No habitáculo, a Mercedes deixa ainda mais clara a sua interpretação do luxo em 2026. A nova Mercedes-Maybach Classe S adota o Superscreen, introduz o MB.OS num modelo Maybach e combina sofisticação digital com riqueza material. A verdadeira peça central do automóvel continua, contudo, a ser a zona traseira. Bancos Executive, enfoque na utilização com motorista, abundância de espaço, ecrãs traseiros maiores e uma longa lista de elementos de conforto criam a sensação de um salão privado sobre rodas. Ao mesmo tempo, a Maybach alarga também a sua definição de exclusividade. A disponibilidade de um interior sem pele, feito com linho e poliéster reciclado, mostra que o luxo já não se esgota apenas na opulência tradicional, passando também pela inteligência dos materiais, pela qualidade tátil e por uma individualização mais contemporânea.

Mercedes VLE elétrico: Preço e desempenho?

A Mercedes não está apenas levando a Classe V para a era elétrica; está mudando a própria natureza do modelo. Com o VLE, o conhecido veículo de passageiros passa a ocupar um espaço muito mais próximo ao de uma grande limusine sobre rodas. Esse é o verdadeiro sentido deste relançamento. Daqui para frente, a marca separa com mais clareza o VLE, posicionado numa faixa próxima à Classe E, do VLS, ainda mais luxuoso e colocado no topo absoluto da linha. Esse novo começo, portanto, não mira apenas famílias europeias ou serviços de hotel, mas um mercado global em que grandes vans de luxo já se tornaram, há bastante tempo, símbolos de status.O salto técnico acompanha essa ambição. O VLE nasce, pela primeira vez, sobre uma arquitetura elétrica específica para vans e reúne exatamente os elementos que a Mercedes quer associar aos seus produtos mais sofisticados: sistema de 800 volts, recarga muito rápida, suspensão a ar, eixo traseiro esterçante, cabine muito mais digital e um interior que quer parecer mais um lounge do que um veículo utilitário. Até oito lugares, área traseira bastante configurável, muito espaço útil e boa capacidade de reboque servem para provar que não se trata apenas de encenação. A Mercedes quer eliminar o antigo compromisso: fazer do VLE, ao mesmo tempo, um shuttle executivo, um carro familiar, um veículo de viagem e um produto de prestígio.É por isso que a autonomia se transforma na principal prova de credibilidade. No papel, o conjunto convence: bateria grande, plataforma elétrica moderna, aerodinâmica trabalhada, recarga veloz e uma clara intenção de tornar viáveis as viagens longas. Tudo isso sustenta a ideia de que o valor oficial não é apenas publicidade. Ainda assim, seria um erro interpretar esse número como garantia de uso real em qualquer situação. Um veículo desse porte já parte de uma massa em vazio muito elevada, e as versões mais pesadas aumentam ainda mais o peso total. Se a isso se somarem passageiros, bagagem, frio, climatização, rodas grandes e ritmos altos de autoestrada, o alcance anunciado inevitavelmente cairá. O VLE não derrota a física; ele mostra até que ponto a tecnologia atual consegue reduzir as limitações clássicas de um elétrico grande.

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