Deutsche Tageszeitung - Mulheres ligadas a assassinato de brasileira em hotel de Paris são presas na França

Mulheres ligadas a assassinato de brasileira em hotel de Paris são presas na França


Mulheres ligadas a assassinato de brasileira em hotel de Paris são presas na França
Mulheres ligadas a assassinato de brasileira em hotel de Paris são presas na França / foto: © AFP/Arquivos

A investigação do assassinato de uma brasileira em um hotel de Paris revelou uma rede de tráfico de drogas entre o Brasil e a França e levou à prisão de duas mulheres, informaram à AFP fontes da justiça nesta quinta-feira (18).

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As duas mulheres, ambas brasileiras, foram detidas como parte de uma investigação por homicídio e contaram à polícia que transportaram drogas para a França agindo como "mulas", assim como a brasileira morta, indicaram fontes ligadas ao caso. O principal suspeito do assassinato, que também faria parte da rede de narcotráfico, está foragido, acrescentaram.

O caso teve início no último sábado, quando o corpo de uma brasileira de cerca de 40 anos foi encontrado em um hotel, no noroeste de Paris. A vítima, que estava hospedada no local havia uma semana, apresentava “um ferimento profundo na altura da carótida", segundo uma fonte policial.

No dia seguinte, as duas suspeitas brasileiras foram presas em um aeroporto de Paris, de acordo com as fontes ligadas ao caso. Na presença de uma juíza, elas explicaram na tarde de hoje a atividade que exerciam, segundo elas, pela primeira vez.

“Tenho três filhos e uma mãe com câncer. Em dezembro, a chuva destruiu a minha casa e estou com dívidas”, disse uma das brasileiras, de 27 anos. “Tenho uma dívida com uma pessoa que me ameaçou", disse a outra presa, 37.

Segundo a promotora, o caso tem dois objetivos: “encontrar o autor do crime e todos os coautores do tráfico de drogas. Há outras pessoas identificadas que falta prender."

A promotora ressaltou que as duas mulheres estão expostas “a um risco bem importante de sofrerem retaliação” no Brasil, por envolvimento em uma rede “com pessoas muito perigosas”, o que constitui um motivo a mais para manter a sua prisão provisória “enquanto a investigação avança”.

(S.A.Dudajev--DTZ)

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