Deutsche Tageszeitung - Novo governo da França rejeita sua primeira moção de censura

Novo governo da França rejeita sua primeira moção de censura


Novo governo da França rejeita sua primeira moção de censura
Novo governo da França rejeita sua primeira moção de censura / foto: © AFP

O novo governo da França, liderado pelo primeiro-ministro conservador Michel Barnier, rejeitou, nesta terça-feira (8), sua primeira moção de censura promovida pela esquerda, devido à recusa da extrema direita em apoiá-la.

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A moção de censura, apresentada pela coalizão de esquerda Nova Frente Popular (NFP), recebeu 197 votos a favor na Assembleia Nacional (Câmara baixa), longe da maioria absoluta de 289 necessária para derrubar o novo governo do presidente Emmanuel Macron.

Esta aliança de socialistas, ambientalistas, comunistas e do partido A França Insubmissa (LFI, esquerda radical) venceu as últimas eleições legislativas que o presidente antecipou em junho, após a vitória da extrema direita nas eleições para o Parlamento Europeu.

Mas em setembro, Macron decidiu nomear Barnier como primeiro-ministro, à frente de um governo apoiado por uma aliança de centro-direita e pelo conservador Os Republicanos (LR), ao considerar que os 193 deputados da NFP não garantiam estabilidade.

O líder socialista, Olivier Faure, encarregado de defender a moção de censura na plataforma, denunciou um "roubo eleitoral" e disse esperar que a iniciativa permita verificar "quem se opõe ao governo e quem não se opõe", em referência a um apoio implícito à extrema direita.

"Atualmente ninguém goza de maioria absoluta", "a maioria relativa que acompanha o Governo é hoje a menos relativa", defendeu Barnier perante a Assembleia Nacional, denunciando que a esquerda apresentou a moção de censura antes mesmo de conhecer seu programa.

A NFP também justificou sua iniciativa com base nas "orientações políticas" do governo Barnier, que busca intensificar a política contra a migração e cortar os gastos públicos em seu orçamento para 2025, que deve ser apresentado na quinta-feira.

Apesar de superar esta primeira censura, o governo de Barnier pode cair a qualquer momento, já que sua sobrevivência depende neste momento da vontade da extrema direita.

O partido Reagrupamento Nacional (RN), da líder ultradireitista Marine Le Pen, que enfrenta um julgamento por apropriação indevida de fundos públicos europeus, anunciou que não o fará enquanto influenciar em suas políticas.

O RN também se absteve, nesta terça-feira, na decisão da mesa da Assembleia Nacional de enterrar a proposta de destituição de Macron, apresentada pela LFI e que uma comissão parlamentar já rejeitou na semana passada.

(P.Vasilyevsky--DTZ)

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