Deutsche Tageszeitung - Cuba sofreu forte queda no turismo em 2025

Cuba sofreu forte queda no turismo em 2025


Cuba sofreu forte queda no turismo em 2025
Cuba sofreu forte queda no turismo em 2025 / foto: © AFP

O turismo em Cuba sofreu forte queda em 2025, fechando o ano com 1,8 milhão de visitantes, muito abaixo da meta do governo, de 2,6 milhões, segundo dados oficiais publicados no domingo (1º).

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O turismo é uma importante fonte de renda para a ilha, que nos últimos anos enfrenta uma de suas piores crises econômicas, com escassez de produtos, apagões recorrentes e falta de combustível.

A situação se agrava em um momento em que os Estados Unidos paralisaram o envio de petróleo venezuelano para Cuba, após a captura e deposição do presidente Nicolás Maduro, principal aliado político e econômico da ilha, durante uma operação militar de Washington em Caracas, em 3 de janeiro.

Os números do turismo, publicados pelo Escritório Nacional de Estatística e Informação (ONEI), mostram uma queda pronunciada de 17,8% em relação a 2024, quando o país recebeu 2,2 milhões de visitantes.

"Sabia-se que aconteceria", comentou o economista cubano Pedro Monreal em sua conta no X, acrescentando que 2025 "foi um ano terrível para o turismo internacional em Cuba".

Os visitantes históricos na ilha reduziram suas viagens: Canadá (-12,4%), cubanos residentes no exterior (-22,6%), em sua maioria radicados nos Estados Unidos, Rússia (-29%) e Alemanha (-50,5%).

Vários países emitiram advertências para viajantes com destino a Cuba, principalmente pela crise econômica e sanitária.

Canadá, Espanha e Reino Unido instaram seus cidadãos a extremarem as precauções caso planejem ir a Cuba.

Já a Argentina, cujo governo é um dos principais aliados dos Estados Unidos na América Latina, recomendou, na sexta-feira, que seus cidadãos evitem se deslocar para a ilha devido às falhas nos serviços públicos e à escassez de suprimentos sanitários.

Em uma pressão crescente sobre a ilha, o presidente americano, Donald Trump, assinou na quinta-feira uma ordem executiva com vistas a impor tarifas aos países que fornecerem petróleo a Cuba, por considerar a ilha uma "ameaça excepcional" para os Estados Unidos.

Diferentemente de outros destinos do Caribe, o turismo em Cuba segue sem se recuperar do impacto da pandemia e do endurecimento das sanções americanas durante o primeiro mandato de Donald Trump (2017-2021).

(W.Uljanov--DTZ)