Deutsche Tageszeitung - '1666: Amsterdam' marca fim de longa batalha para criador de 'Assassin's Creed'

'1666: Amsterdam' marca fim de longa batalha para criador de 'Assassin's Creed'


'1666: Amsterdam' marca fim de longa batalha para criador de 'Assassin's Creed'
'1666: Amsterdam' marca fim de longa batalha para criador de 'Assassin's Creed' / foto: © AFP

Após mais de 15 anos, uma batalha judicial e uma falência, o criador da saga "Assasin's Creed", Patrice Désilets, apresenta "1666: Amsterdam", um jogo de videogame ambientado na época da caça às bruxas na Europa.

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Quando subiu ao palco do Summer Game Fest de Los Angeles em junho, um dos eventos mais importantes do setor, Désilets foi recebido com muitos aplausos, embora pouco antes se sentisse arrasado.

"Trinta segundos antes eu estava quase chorando", diz à AFP o desenvolvedor canadense de 52 anos, durante a feira Gamescom. Este momento marcou o fim de uma batalha "muito pessoal", acrescenta.

O idealizador viajou até Colônia, na Alemanha, para apresentar "1666: Amsterdam", um jogo de ação e aventura no qual vem trabalhando há mais de 15 anos.

Desenvolvido por uma equipe de 70 pessoas, o título é protagonizado por uma bruxa e se passa em três épocas distintas (1666, 1999 e o presente). Os jogadores também podem assumir o papel de outros personagens, entre eles um gato.

O jogo, lançado para PC em acesso antecipado na terça-feira, permite acessar os dois primeiros capítulos da aventura, que provavelmente serão 12 em sua versão final, afirma o autor.

"Tive a ideia do jogo durante uma viagem a Amsterdã na primavera de 2011", alguns meses depois de deixar a gigante francesa Ubisoft, conta Désilets.

Ele saiu do grupo devido a "certas frustrações" e à vontade de "voar com suas próprias asas", explica.

Na Ubisoft Montreal, ele havia comandado três dos maiores sucessos da empresa nos anos 2000: "Prince of Persia: The Sands of Time" e os dois primeiros episódios de "Assassin’s Creed", uma saga que leva o jogador por diferentes períodos da História, fielmente reconstruídos.

Para "1666: Amsterdam", Désilets desenvolveu sua própria história em um universo de bruxas, mas manteve alguns dos elementos que fizeram o sucesso de seus "Assassin’s Creed", como incluir "várias linhas temporais narrativas" e a ideia de explorar um mundo em 3D.

O canadense trabalhou em seu conceito durante quase dois anos para a THQ Montreal. Mas o estúdio faliu em 2013 e foi adquirido pela Ubisoft. Após alguns meses, o grupo francês voltou a dispensar Désilets.

Em 2016, ele conseguiu recuperar os direitos autorais de seu jogo. Contudo, já havia fundado seu próprio estúdio em Montreal, a Panache Digital Games, e iniciou a produção de outro título: "Ancestors: The Humankind Odyssey", lançado em 2019.

Depois retomou o desenvolvimento de "1666: Amsterdam", mas a produção do jogo foi impactada pela pandemia.

Em junho de 2026, sua apresentação no Summer Game Fest teve ótima recepção. Embora não queira divulgar números, Désilets diz estar "muito satisfeito" com os primeiros comentários.

Ao ser questionado se considera um dia voltar a comandar um "Assassin's Creed", responde de forma categórica: "Não (...) sou independente, tenho meu próprio estúdio. Essa fase está meio que encerrada".

(L.Barsayjeva--DTZ)

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