Deutsche Tageszeitung - Uruguai nega autorização à Minerva para comprar 3 frigoríficos da Marfrig

Uruguai nega autorização à Minerva para comprar 3 frigoríficos da Marfrig


Uruguai nega autorização à Minerva para comprar 3 frigoríficos da Marfrig
Uruguai nega autorização à Minerva para comprar 3 frigoríficos da Marfrig / foto: © AFP/Arquivos

O regulador de concorrência do Uruguai informou, nesta terça-feira (21), que negou à multinacional brasileira Minerva autorização para comprar três frigoríficos de sua rival Marfrig, o que lhe daria o controle de metade dos abates de bovinos no país.

Alterar tamanho do texto:

"Nega-se a solicitação de autorização para a operação de concentração econômica projetada entre Minerva e Marfrig", indicou a Comissão de Promoção e Defesa da Concorrência (Coprodeco), um órgão de três membros vinculado ao Ministério de Economia e Finanças do Uruguai.

Segundo a resolução, a decisão foi tomada "por unanimidade" por contar com "elementos probatórios suficientes" de que o negócio atenta contra a livre concorrência no comércio.

"A operação daria lugar à criação de uma posição dominante e a um mercado altamente concentrado, no que uma só empresa disporia [...] de poder de mercado e da aptidão para limitar, distorcer ou reduzir substancialmente a concorrência, existindo, além disso, barreiras à entrada de novos competidores", assinala o texto.

A Minerva Foods, o maior exportador de carne bovina de América, anunciou em agosto do ano passado a compra de 16 plantas de sua rival Marfrig Global Foods: 11 no Brasil, uma na Argentina, uma no Chile e três no Uruguai.

A transação, avaliada em mais de 1,5 bilhão de dólares (R$ 7,65 bilhões), deveria ser aprovada pelos reguladores de concorrência de cada país.

No Uruguai, a Coprodeco recebeu a proposta em 1º de novembro do ano passado. Em fevereiro, requereu informação adicional às partes e a terceiros e, finalmente, neste 20 de maio, resolveu rejeitar o pedido de aquisição.

A Minerva, que opera no Uruguai desde 2011, pretendia adquirir três frigoríficos (Estabelecimentos Colonia, La Caballada e Inaler) da também multinacional brasileira Marfrig. As três plantas se somariam às quatro que a Minerva já tem no país (PUL, Frigorífico Carrasco, Frigorífico Canelones e BPU).

"Minerva e Marfrig hoje representam 26,5% [cada um] do abate de gado bovino do Uruguai", assinala a resolução citando dados oficiais, ao apontar que, se a operação de compra tivesse recebido a luz verde da Coprodeco, teria se configurado a posição dominante da Minerva.

Ao negócio se opunham as associações de produtores rurais, a união de vendedores de carne, a liga de defesa do consumidor e agências do governo, como o Instituto Nacional de Carnes (Inac). O movimento "Un solo Uruguay", surgido em 2017 diante da perda de postos de trabalho por fechamentos de estabelecimentos agropecuários, também se posicionou contrário à aquisição.

(L.Barsayjeva--DTZ)

Apresentou

Navio com surto de hantavírus segue para a Espanha; pacientes são hospitalizados na Europa

Três pessoas retiradas do navio de cruzeiro devido a um surto de hantavírus foram hospitalizadas em países europeus, enquanto a embarcação navegava, nesta quinta-feira (7), em direção ao arquipélago espanhol das Ilhas Canárias, onde tem previsão de chegada no domingo.

Avião que decolou de Cabo Verde por surto de hantavírus pousou nas Canárias

Um dos dois aviões que decolaram de Cabo Verde para evacuar os passageiros do navio de cruzeiro afetado por um surto de hantavírus pousou nesta quarta-feira (6) no arquipélago espanhol das Ilhas Canárias, e o outro está viajando em direção aos Países Baixos.

Fifa amplia punição do argentino Prestianni, que pode cumprir suspensão na Copa

A Fifa ampliou para nível mundial os efeitos da punição do argentino Gianluca Prestianni, que foi suspenso por seis jogos pela Uefa por ter ofendido o brasileiro Vinícius Júnior em jogo da Liga dos Campeões, informou à AFP um porta-voz da entidade máxima do futebol nesta quarta-feira (6).

Trump aumenta pressão para alcançar acordo de paz e ameaça Irã com novos bombardeios

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou o Irã com novos bombardeios nesta quarta-feira (6) e aumentou a pressão para chegar a um acordo que ponha fim à guerra, apesar de ter anunciado anteriormente que suspenderia um plano para escoltar navios pelo Estreito de Ormuz.

Alterar tamanho do texto: