Deutsche Tageszeitung - Nova megafusão no setor petrolífero dos EUA apesar dos apelos à transição energética

Nova megafusão no setor petrolífero dos EUA apesar dos apelos à transição energética


Nova megafusão no setor petrolífero dos EUA apesar dos apelos à transição energética
Nova megafusão no setor petrolífero dos EUA apesar dos apelos à transição energética / foto: © AFP/Arquivos

A gigante petrolífera americana ConocoPhillips anunciou, nesta quarta-feira (29), que vai comprar a sua concorrente Marathon Oil em uma transação estimada em 22,5 bilhões de dólares (R$ 116,9 bilhões), em um momento em que o setor enfrenta pressão sobre o seu impacto na mudança climática.

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Este é o mais recente anúncio de uma série de grandes aquisições no setor petrolífero dos EUA, que contrariam os apelos a uma transição para as energias verdes.

Anteriormente, a ExxonMobil e a Pioneer Natural Resources anunciaram acordos de compra no valor de 60 bilhões de dólares (cerca de R$ 311 bilhões), a Chevron e a Hess no valor de 53 bilhões de dólares (R$ 275 bilhões), e a Occidental Petroleum e a CrownRock no valor de 12 bilhões de dólares (R$ 62,3 bilhões).

Além disso, a APA Corporation anunciou em janeiro a compra da Callon Petroleum por 4,5 bilhões de dólares (R$ 23,3 bilhões), e o grupo de gás EQT pagou 5,5 bilhões de dólares (R$ 28,5 bilhões) para recuperar a sua antiga subsidiária Equitrans Midstream Corporation, operadora de um importante gasoduto no nordeste dos Estados Unidos.

A operação Chevron-Hess, no entanto, depende de uma arbitragem com a ExxonMobil sobre um imenso campo petrolífero, o Bloco Stabroek, ao longo da costa da Guiana.

Se não obtiver um visto positivo, a Chevron poderá desistir de Hess, disse no final de 2023.

- Consolidação setorial -

A operação reportada pela ConocoPhillips lhe permitirá reforçar a sua posição em zonas ricas em petróleo e gás de xisto, como a bacia de Bakken, no norte dos Estados Unidos, e a bacia do Permiano, no sul.

A fusão proporcionará "potencial significativo de sinergias", disse Ryan Lance, CEO da ConocoPhillips. Esta transação terá um "efeito positivo imediato" nos resultados, fluxos de caixa e lucro por ação, estimou o executivo.

A compra permitirá "adicionar superfícies muito complementares ao portfólio onshore (ndr, exploração de petróleo em terra) da ConocoPhillips nos Estados Unidos, com 2 bilhões de barris de reservas adicionais", indicaram as empresas sediadas no Texas em comunicado.

A ConocoPhillips espera economizar 500 milhões de dólares (R$ 2,5 bilhões) nos anos posteriores à aquisição, graças à "redução dos custos administrativos" e de produção.

A venda "não é uma surpresa, pois faz parte da onda de consolidação desta indústria", estimou Neil Saunders, diretor da GlobalData.

A gigante ConocoPhillips pretende continuar recompensando os seus acionistas com operações de recompra de ações de mais de 20 bilhões de dólares (R$ 103,9 bilhões) nos três anos após a compra, dos quais 7 bilhões (R$ 36,3 bilhões) serão distribuídos no primeiro ano, detalhou.

A expectativa é que o negócio seja fechado no quarto trimestre deste ano.

O valor da transação inclui passivos da Marathon Oil de 5,4 bilhões de dólares (R$ 28 bilhões).

Os acionistas da Marathon Oil receberão 0,255 ações da ConocoPhillips por ação, uma parcela de 14,7% em relação ao preço de fechamento de terça-feira.

A operação está sujeita à aprovação dos acionistas da Marathon e das autoridades da concorrência.

(T.W.Lukyanenko--DTZ)

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