Deutsche Tageszeitung - Jovens inventoras despontam em uma Tunísia submersa em grave crise econômica

Jovens inventoras despontam em uma Tunísia submersa em grave crise econômica


Jovens inventoras despontam em uma Tunísia submersa em grave crise econômica
Jovens inventoras despontam em uma Tunísia submersa em grave crise econômica / foto: © AFP

Quatro engenheiras da Tunísia, inventoras de uma cadeira de rodas que pode ser dirigida com o cérebro ou com a voz, encarnam o potencial da juventude nesse país destruído por uma crise econômica.

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Essa engenheiras se conheceram no Instituto Superior de Ciências Médicas da Tunísia, onde desenvolveram o protótipo de seu aplicativo Moovobrain em 2017, antes de criar dois anos depois sua startup Gewinner.

Essa equipe está entre as três premiadas - escolhidas entre mais de 550 candidatos - do prestigioso prêmio europeus aos jovens inventores, da Escritório Europeu de Patentes (OEP), um organismo intergovernamental, que será entregue em 9 de julho em Malta.

O anúncio da OEP dando destaque aos avanços tecnológicos "made in Tunísia" choca com a atualidade difícil do país, submerso em uma crise socioeconômica.

A tensão política também atinge o país, desde o golpe de Estado no qual o presidente Kais Saied passou a ter plenos poderes em julho de 2021.

A cada ano, milhares de tunisianos, sobretudo jovens, tentam cruzar o Mediterrâneo em busca de uma vida melhor na Europa.

Souleima Ben Temine, de 28 anos, co-fundadora do grupo, teve a ideia inicial do Moovobrain pensando em seu tio, com paralisia devido a um acidente e obrigado a utilizar uma cadeira de rodas.

"Acabou sendo totalmente dependente. As necessidades estavam bem diante dos meus olhos, falei dele com minhas amigas e decidimos utilizar a tecnologia digital que dominávamos para fazer um produto que pudesse beneficiar muitas pessoas", explica à AFP.

Para as pessoas com mobilidade reduzida, qualquer ação, até mesmo “pedir para ser virado para a televisão”, quando “não podem falar [...] pode ser psicologicamente desgastante”, insiste Khaoula Ben Ahmed, 28 anos, também cofundador da iniciativa.

Sirine e Ghofrane Ayari (sem vínculo familiar), de 28 e 27 anos, completam a equipe.

“O valor agregado” dessa invenção, destaca Khaoula Ben Ahmed, é “ter quatro soluções em uma: pilotagem com um tablet, mas também sem mover as mãos, direcionando-a com a voz e, se não for possível, por meio de expressões faciais, como caretas, ou simplesmente com o pensamento”, por meio de ondas cerebrais.

O fato de que a equipe ter chegado à final desse reconhecido prêmio "traz visibilidade e credibilidade" já que "nem sempre é fácil convencer os investidores ou fabricantes de cadeira de rodas e nossa solução é realmente inovadora e útil para as pessoas com mobilidade reduzida", avalia Ben Ahmed.

(P.Vasilyevsky--DTZ)

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