Deutsche Tageszeitung - Petróleo cai mais de 7% com sinais de avanço diplomático no Médio Oriente

Petróleo cai mais de 7% com sinais de avanço diplomático no Médio Oriente


Petróleo cai mais de 7% com sinais de avanço diplomático no Médio Oriente
Petróleo cai mais de 7% com sinais de avanço diplomático no Médio Oriente

Brent. O petróleo de referência para a Europa, negociado em Londres, mantém-se a oscilar ao sabor das notícias em torno de um possível acordo de paz no Médio Oriente, o que iria permitir reabrir o Estreito de Ormuz e libertar o fornecimento da matéria-prima pelo canal.

Alterar tamanho do texto:

Brent. O petróleo de referência para a Europa, negociado em Londres, mantém-se a oscilar ao sabor das notícias em torno de um possível acordo de paz no Médio Oriente, o que iria permitir reabrir o Estreito de Ormuz e libertar o fornecimento da matéria-prima pelo canal. A escalada dos preços da energia nos últimos meses, devido à guerra, estão a pressionar a taxa de inflação e a forçar os bancos centrais a subir juros, com impacto nos custos de financiamento das famílias. Quanto mais tempo demorar o conflito, maior será o impacto no mercado petrolífero e no bolso das famílias, que está a sofrer, por um lado, com os preços mais elevados e, por outro, com a subida das prestações do crédito da casa.

O Brent esteve a acelerar as quedas, com a matéria-prima a afundar 7,37% para 105,07 dólares por barril, menos 10 dólares do valor de cotação que marcou na semana passada. Já o WTI, referência para os EUA, tombava igualmente acima de 7% em Nova Iorque, para negociar nos 96,83 dólares por barril. Este alívio das cotações do “ouro negro” surgem após várias semanas marcadas por ataques dos rebeldes houthis a infraestruturas da Arábia Saudita, que têm mantido as cotações a oscilar entre os 113 e os 116 dólares.

“O recuo dos preços surge após três dias consecutivos de negociações entre responsáveis iranianos e mediadores do Qatar, e um fim de semana sem atividade militar significativa, alimentando as esperanças de que possa haver progressos no sentido de uma solução negociada”, justifica Ricardo Evangelista, CEO da ActivTrades Europe. Os últimos dias ficaram marcados por conversações entre responsáveis iranianos e do Qatar sobre o fim da guerra entre os EUA, Israel e o Irão a alimentarem as expectativas de uma redução das perturbações no abastecimento do Médio Oriente. O Presidente iraniano declarou que o líder supremo tinha concedido ao Governo “determinadas competências” no âmbito das negociações de paz, contribuindo para o otimismo em torno das negociações, na véspera das eleições intercalares nos EUA. conforme foi noticiado esta segunda-feira, estará a ser distribuída uma proposta preliminar e poderá realizar-se uma nova reunião, no âmbito das negociações.

Ricardo Evangelista realça que, “entretanto, a OPEP+ decidiu, no domingo, manter inalteradas as suas metas de produção para dezembro, numa altura em que os países produtores continuam a avaliar o impacto do conflito na oferta global”. Os preços do petróleo vão continuar a fluir ao sabor das notícias sobre um eventual acordo — ou a falta dele — para concluir o conflito no Médio Oriente. “Apesar dos sinais de desanuviamento, persistem divergências significativas entre as partes, mantendo-se uma considerável incerteza quanto às perspetivas de um acordo, o que deixa em aberto a possibilidade de novos ataques contra petroleiros e infraestruturas energéticas da região”, sustenta Ricardo Evangelista. “A evolução dos preços do petróleo no curto prazo dependerá, em grande medida, dos desenvolvimentos no plano político e militar“, explica.

O especialista adianta ainda que “novos sinais de aproximação entre as partes poderão levar a uma redução adicional do prémio de risco geopolítico, exercendo pressão descendente sobre o Brent“, ainda assim, “a possibilidade de uma retoma das operações militares após as eleições intercalares norte-americanas de terça-feira mantém-se a ser um importante fator de preocupação”. A expectativa é que a negociação continue a ser marcada por volatilidade nos próximos dias. O mercado petrolífero mantém-se a reagir com extrema sensibilidade a todas as notícias provenientes do Médio Oriente. Enquanto os receios de uma escalada iminente fizeram subir os preços na semana passada, estes caíram acentuadamente no início desta semana, à medida que prosseguem as conversações diplomáticas entre os EUA e o Irão.

(P.Vasilyevsky--DTZ)

Apresentou

Lucro da Corticeira Amorim recua 22% até setembro

A Corticeira Amorim COR 0,00% fechou os primeiros nove meses do ano com um resultado líquido de 35,4 milhões de euros, o que equivale a uma quebra de 22,4% face ao período homólogo. A empresa liderada por António Rios Amorim mantém-se a ser pressionada pelo “contexto adverso de mercado”, num período em que as vendas igualmente foram afetadas pela desvalorização do dólar.

Mercados e economia: os principais acontecimentos de 2 de novembro

Ao longo desta segunda-feira, 2 de novembro, o ECO traz-lhe as principais notícias com impacto nos mercados e nas economias. Acompanhe aqui em direto.

Sinistralidade do seguro de crédito interno dispara para 292,4% em agosto

O setor de seguros brasileiro registrou um pico de sinistralidade em agosto, atingindo 46,2%, o maior nível para o mês desde 2021. Segundo dados inéditos do IRB+Inteligência, a modalidade de seguro de crédito interno foi o principal motor dessa alta, com índices que saltaram para 292,4% no período.

Novas regras para atendimento ao consumidor entram em vigor

A partir desta segunda-feira (2), os canais de atendimento telefônicos e eletrônicos - Serviço de Antendimento ao Consumidor (SAC) - das empresas estão obrigados a funcionar em contato direto com os consumidores. O decreto do governo federal com as mudanças foi publicado em 13 de outubro e exige a garantia de atendimento humano tanto por telefone quanto nos canais eletrônicos, das 8h às 20h, todos os dias da semana, inclusive nos finais de semana e feriados.

Alterar tamanho do texto: