Deutsche Tageszeitung - Macron tenta relançar mandato em 'horário nobre' na França

Macron tenta relançar mandato em 'horário nobre' na França


Macron tenta relançar mandato em 'horário nobre' na França
Macron tenta relançar mandato em 'horário nobre' na França / foto: © AFP

O presidente da França, Emmanuel Macron, apresentará na noite desta terça-feira (16) suas prioridades para um segundo mandato no país durante uma coletiva de imprensa pouco comum, dias após apresentar o seu novo governo de direita.

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"Macron dá a si próprio um 'horário nobre' para virar a página", intitula o jornal Liberation, em referência à coletiva de imprensa marcada para as 20h15 (16h15 em Brasília), quando milhões de franceses costumam jantar, no horário nobre antes do jornal.

O segundo mandato do presidente, que não poderá concorrer em 2027 após a sua reeleição em 2022, está sendo marcado por crises políticas ligadas à adoção das suas reformas da previdência e migratória, carecendo de maioria absoluta no Parlamento.

Entretanto, o francês de 46 anos, que iniciará a entrevista coletiva expondo suas prioridades durante cerca de 20 minutos, já evocou em seu discurso de Ano Novo o seu atual objetivo: o rearmamento "industrial, econômico, europeu" e "cívico" da França.

Posteriormente, Macron responderá perguntas de jornalistas credenciados, em um momento em que o novo governo já enfrenta a sua primeira crise devido às polêmicas declarações da ministra da Educação, Amélie Oudéa-Castéra, sobre as escolas públicas.

O novo primeiro-ministro da França, Gabriel Attal, também estará presente na coletiva, que será realizada no imponente Salão de Festas do Palácio do Eliseu, sede da presidência.

A entrevista coletiva, que também abordará sobre acontecimentos internacionais, não costuma ser um exercício regular do chefe de Estado francês, para além das cúpulas internacionais, como as dos líderes da União Europeia.

Na segunda-feira, Macron convocou sua aliança de centro para que permanecesse "unida", após o seu rompimento durante a aprovação de uma recente reforma migratória, e para "mobilizar-se" face às eleições europeias de junho, na qual a extrema direita lidera na França.

(M.Dorokhin--DTZ)

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