Deutsche Tageszeitung - Nikki Haley aposta tudo em New Hampshire e denuncia 'caos' de Trump e Biden

Nikki Haley aposta tudo em New Hampshire e denuncia 'caos' de Trump e Biden


Nikki Haley aposta tudo em New Hampshire e denuncia 'caos' de Trump e Biden
Nikki Haley aposta tudo em New Hampshire e denuncia 'caos' de Trump e Biden / foto: © AFP/Arquivos

A seis dias das primárias republicanas no estado de New Hampshire, Nikki Haley, a única mulher da direita que aspira à Casa Branca, disse na quarta-feira (17) ser o baluarte contra o "caos" de Donald Trump, o grande favorito de seu partido, assim como do presidente Joe Biden.

Alterar tamanho do texto:

"Não se vence o caos democrata com o caos republicano", disse Haley, criticando ambos os líderes políticos em um comício em Rochester, uma pequena cidade desse estado do nordeste dos Estados Unidos, cujas primárias da próxima terça-feira são cruciais para a pré-candidata.

"Já votei duas vezes em Trump. Mas, seja justo ou não, o caos o acompanha. Não podemos ter um país em desordem, um mundo em chamas e passar por mais quatro anos de caos. Não sobreviveremos a isso", advertiu seus seguidores.

A ex-embaixadora dos Estados Unidos na ONU e ex-governadora da Carolina do Sul aposta todas as suas fichas nas primárias de New Hampshire na esperança de ganhar ou pelo menos se aproximar de Trump.

Nikki Haley, de 51 anos, começou a corrida com poucas chances, mas aos poucos conquistou a simpatia de parte dos republicanos, o que lhe permitiu subir nas pesquisas e arrecadar fundos.

O problema é que, na segunda-feira (15), ficou em terceiro lugar nas primeiras primárias republicanas, realizadas em Iowa, atrás de um triunfante Donald Trump e de Ron DeSantis, que a superou por dois pontos percentuais.

Por isso, na próxima terça-feira, em New Hampshire, ela precisa de uma vitória ou de um resultado melhor que DeSantis, governador da Flórida, para se apresentar como a principal pré-candidata a enfrentar Trump.

O ex-presidente é alvo de vários processos criminais e civis, algo que não parece abalar seus apoiadores. Por enquanto, ele alterna comícios com comparecimentos nos tribunais, como aconteceu ontem, com sua ida a um julgamento civil em Nova York.

- 'Verdadeira batalha' -

As primárias de New Hampshire estão abertas a eleitores sem filiação a nenhum dos partidos, o que pode beneficiar candidatos considerados menos radicais, como é o caso de Nikki Haley.

Na terça-feira, neste estado do nordeste do país, ela repetiu que estava "muito perto de Donald Trump" nas pesquisas. Uma recente pesquisa da CNN a coloca a alguns pontos dele.

Em Iowa, "terminamos com um bom resultado. Era isso que queríamos", disse, referindo-se aos 19% que conquistou neste estado do centro-oeste, onde Trump foi o vencedor com impressionantes 51%.

O governador republicano de Maryland, Larry Hogan, um de seus apoiadores, prevê uma "verdadeira batalha" em New Hampshire para evitar uma vitória de Trump.

"Se ela tiver um bom resultado, se ficar em primeiro ou segundo lugar por pouco em New Hampshire, isso lhe dará o impulso, o entusiasmo e a atenção que a levarão às primárias em seu estado natal da Carolina do Sul, onde talvez possa mudar a dinâmica", declarou Hogan à CNN.

Nos próximos dias, o desafio de Nikki Haley será convencer os eleitores moderados, ou indecisos, como Alen Hancock, um septuagenário que diz estar "interessado nos três republicanos que saíram vitoriosos" e planeja enfrentar o frio para ouvir a candidata em Rochester.

Este consultor em gestão financeira quer tirar Joe Biden do poder, a quem chama de "idiota", mas tem dúvidas sobre Donald Trump, a quem considera "rude" embora "acredite muito no que faz".

"Eu gostaria que tivéssemos alguém sólido e mais jovem, que realmente se preocupasse com o país", acrescenta.

- 'Uma montanha' a escalar -

Nikki Haley também precisa tranquilizar seus doadores. Segundo a imprensa dos Estados Unidos, se não vencer em New Hampshire ou pelo menos se posicionar bem, eles vão virar as costas para ela.

"A montanha que ela tem que escalar é enorme", declarou à CNBC o empresário Andy Sabin, que arrecada dinheiro para a pré-candidata.

Haley se tornou o alvo preferido de Trump, como mostram suas últimas postagens na sua rede Truth Social.

Em uma montagem fotográfica, ela aparece vestida como Hillary Clinton, a democrata que Trump derrotou em 2016 e despreza.

Ele também destaca a origem estrangeira desta filha de migrantes indianos chamando-a pelo seu nome de nascença, "Nimrada". E escreve errado porque na verdade ela se chamava Nimarata Nikki Randhawa antes de adotar o sobrenome do marido.

Na terça-feira à noite, ele voltou a atacá-la.

"Nikki Haley conta especialmente com democratas e liberais para se infiltrar em suas primárias republicanas", disse Trump para uma multidão em New Hampshire. "Se ela vencer, Biden vence", afirmou.

A corrida pela indicação republicana será formalmente encerrada em julho, durante a convenção do partido conservador.

(I.Beryonev--DTZ)

Apresentou

Viktor Orbán, o modelo mundial dos antiliberais

Considerado um líder perspicaz, o primeiro-ministro Viktor Orbán vem ajustando o sistema político da Hungria para governar por 16 anos consecutivos como uma figura dominante e polarizadora.

Novos ataques contra o Irã poucas horas antes do fim do ultimato de Trump

O Irã sofreu novos ataques nesta terça-feira (7), que deixaram 18 mortos, poucas horas antes do fim do ultimato anunciado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que ameaça destruir instalações civis do país se um acordo não for alcançado para a reabertura do Estreito de Ormuz, crucial para o abastecimento mundial de petróleo.

A Rússia um Estado terrorista, ameaça a paz mundial

Nos últimos anos, a Federação Russa tornou-se sinónimo de um terrorismo de Estado antisocial e criminoso, através de uma guerra deliberada e sangrenta contra a Ucrânia, da destruição sistemática de infraestruturas civis e de deportações em massa. Esta avaliação é partilhada por muitos observadores internacionais, políticos e comunidades religiosas. As igrejas ucranianas referem-se, neste contexto, a um «Estado terrorista», porque as forças armadas russas bombardearam instalações energéticas e bairros residenciais no inverno de 2025/2026, com temperaturas de menos vinte graus, para privar milhões de pessoas do abastecimento de eletricidade, água e aquecimento.Civis em cidades como Kiev, Odessa e Kharkiv são aterrorizados por dezenas de mísseis e centenas de veículos aéreos não tripulados, enquanto a Rússia, como membro permanente do Conselho de Segurança das Nações Unidas, deveria, na verdade, garantir a paz.O culpado por este horror é o assassino em massa e criminoso de guerra Vladimir Putin (73), um ditador sem escrúpulos que, com os seus capangas criminosos, está a reeducar sistematicamente um país inteiro e a degradá-lo a zombies assassinos! Para além da destruição sistemática das infraestruturas ucranianas, existe a prática hedionda de raptos criminosos de crianças. Desde a invasão de 2022, segundo estimativas de organizações internacionais, mais de 19 000 crianças ucranianas foram deportadas à força para a Rússia ou levadas para os territórios ocupados pela Rússia, onde são transformadas em assassinos e capangas do regime terrorista russo em campos de reeducação. Neste contexto, as crianças são «rusificadas», sendo-lhes arrancados os nomes, a língua e a pátria – uma prática que os juristas especializados em direitos humanos classificam como genocídio. Os Estados Unidos debatem no Congresso uma lei que classifica oficialmente a Rússia como apoiadora do terrorismo de Estado, caso estas crianças não sejam devolvidas. Os senadores descrevem a campanha de raptos como um dos maiores crimes da atualidade e exigem que haja consequências diplomáticas e económicas.Também a nível europeu cresce a indignação, embora, sobretudo, o Governo federal alemão assista de braços cruzados, justificado pela loucura de muitos simpatizantes e defensores irracionais de Putin, que se instalaram como um cancro na política alemã.O Parlamento Europeu já reconheceu a Rússia como um Estado que recorre a meios terroristas e exige o isolamento do Kremlin. Líderes religiosos de várias confissões condenam os ataques a instalações energéticas como «terrorismo de Estado». Salientam que a liderança russa e os cidadãos que apoiam as ações de guerra são moralmente cúmplices de crimes contra a humanidade. O presidente ucraniano salienta que os ataques direcionados com mísseis e drones às redes elétricas visam provocar um inverno catastrófico. Mais de metade da infraestrutura de gás ucraniana está danificada, pessoas morrem ou perdem as suas casas.A comunidade internacional reage com pressão crescente. Nos EUA, iniciativas bipartidárias insistem em declarar a Rússia como um Estado terrorista e em utilizar os ativos congelados para a reconstrução da Ucrânia. Na Europa, os deputados exigem o alargamento do regime de sanções Magnitsky contra funcionários russos e a confiscação de bens russos.Organizações de direitos humanos denunciam que os sequestros de crianças, os ataques a hospitais, escolas e centrais elétricas, bem como a deportação de civis, violam todas as normas do direito internacional humanitário.As opiniões da opinião pública são predominantemente marcadas pelo horror e pela raiva. Muitos comentadores exigem sanções drásticas, apoio militar à Ucrânia e o completo isolamento diplomático da Rússia. No entanto, há também vozes que alertam para uma escalada e exigem o fim dos combates através de negociações. Alguns temem que a classificação da Rússia como Estado terrorista possa comprometer as negociações de paz; outros rebatem que não pode haver segurança sem consequências claras. Também se aponta para o duplo padrão, uma vez que outros Estados também travaram guerras sem serem classificados como Estados terroristas. No entanto, prevalece o consenso de que os atos da liderança russa revelam um nível de brutalidade sem precedentes e representam uma ameaça para a paz mundial.

Líder opositora taiwanesa visita a China

A principal líder da oposição de Taiwan desembarcou nesta terça-feira (7) na China para uma visita incomum que pretende criar um clima de "paz" entre as duas partes, em meio às crescentes pressões de Pequim sobre a ilha de governo autônomo.

Alterar tamanho do texto: