Deutsche Tageszeitung - Confrontos entre manifestantes e polícia paquistanesa em protestos pós-eleições

Confrontos entre manifestantes e polícia paquistanesa em protestos pós-eleições


Confrontos entre manifestantes e polícia paquistanesa em protestos pós-eleições
Confrontos entre manifestantes e polícia paquistanesa em protestos pós-eleições / foto: © AFP

A polícia paquistanesa disparou gás lacrimogêneo para dispersar as manifestações deste domingo (11) de apoiadores do ex-primeiro-ministro preso Imran Khan, cujo partido os instou a protestar em frente aos gabinetes eleitorais contra supostas fraudes durante as eleições legislativas.

Alterar tamanho do texto:

Até o momento, não foi registrado nenhum ferido.

Horas antes, a polícia do Paquistão alertou que tomaria medidas rígidas contra os protestos, sob uma lei da era colonial que proíbe reuniões de cinco ou mais pessoas.

"Alguns indivíduos estão incitando manifestações ilegais em torno da Comissão Eleitoral e de outros escritórios do governo", disse a polícia da capital Islamabad no domingo.

"Serão tomadas medidas legais contra manifestações ilegais. É preciso lembrar que convocar manifestações também é crime", acrescentou.

Houve confrontos na cidade de Rawalpindi, ao sul da capital, e em Lahore, no leste, enquanto os protestos em outras cidades do país ocorreram sem incidentes.

Em Rawalpindi, a polícia disparou gás lacrimogêneo contra dezenas de manifestantes depois de estes terem se recusado a dispersar, enquanto em Lahore, dezenas de agentes antidistúrbios, equipados com escudos e cassetetes, removeram cerca de 200 manifestantes.

Várias pessoas foram detidas em Karachi, no sul, segundo a mídia local.

Candidatos independentes, em sua maioria apoiados pelo partido de Khan, o Paquistão Tehreek-e-Insaf (PTI), conquistaram o maior número de assentos durante a votação de quinta-feira, reduzindo as chances da Liga Muçulmana do Paquistão (PML-N) do ex-primeiro-ministro Nawaz Sharif, apoiado pelo exército, de obter a maioria para governar o país.

O partido de Imran Khan não estava autorizado a concorrer como tal, portanto seus candidatos concorreram como independentes. No entanto, não podem formar um governo, o que pressagia semanas de incerteza política durante as quais os partidos rivais terão de negociar possíveis coalizões.

Os dirigentes do PTI afirmam que se não houvesse fraude nas eleições, como afirmam, teriam conquistado ainda mais deputados.

O corte dos serviços telefônicos e de internet móvel ordenado pelas autoridades na quinta-feira e a lentidão no processo de contagem dos votos levantaram suspeitas de tentativas de manipulação durante o processo eleitoral por parte dos militares, com o objetivo de alcançar a vitória do PML-N.

"As eleições foram sutilmente fraudadas em todo o Paquistão", declarou o presidente do PTI, Gohar Ali Khan, durante uma coletiva de imprensa no sábado, apelando aos seus apoiadores para "se manifestarem pacificamente" no domingo.

(G.Khurtin--DTZ)

Apresentou

Irã afirma que Estreito de Ormuz continua fechado apesar de negociações sobre 'corredor temporário' com Omã

Omã e Irã estão negociando sobre o estabelecimento de um "corredor temporário" de navegação no Estreito de Ormuz e a retirada de minas da área, mas Teerã advertiu nesta quarta-feira (26) que a passagem estratégica para o petróleo mundial não será reaberta até que os Estados Unidos acabem com a guerra.

Candidatos de Trump vencem primárias na Carolina do Sul e Oklahoma

O presidente Donald Trump obteve duas vitórias na terça-feira (25) com o triunfo de seus candidatos no segundo turno das primárias republicanas na Carolina do Sul e em Oklahoma, segundo projeções da imprensa americana.

Prefeito de Nova York e federação de tênis anunciam ingressos a 100 dólares para o US Open

O prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, e a Federação de Tênis dos Estados Unidos (USTA) anunciaram nesta terça-feira (25) que serão colocados à venda 1.000 ingressos, a 100 dólares cada (R$ 514 na cotação atual), para assistir ao US Open a partir de domingo.

Chefe das forças curdas da Síria anuncia dissolução da milícia que liderou luta contra jihadistas

Mazloum Abdi, líder curdo das Forças Democráticas Sírias (FDS), anunciou na noite desta terça-feira (25) a dissolução dessa milícia que lutou contra o grupo jihadista Estado Islâmico (EI), em cumprimento a um acordo com o presidente Ahmed al-Sharaa, decidido a reunificar a Síria.

Alterar tamanho do texto: