Deutsche Tageszeitung - Costa Rica servirá de ponte para imigrantes deportados pelos EUA

Costa Rica servirá de ponte para imigrantes deportados pelos EUA


Costa Rica servirá de ponte para imigrantes deportados pelos EUA
Costa Rica servirá de ponte para imigrantes deportados pelos EUA / foto: © US ARMY/AFP

A Costa Rica anunciou nesta segunda-feira (17) que servirá de ponte para imigrantes de outras nacionalidades deportados pelos Estados Unidos, seguindo os passos de Panamá e Guatemala.

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"O governo da Costa Rica aceitou colaborar com os Estados Unidos na repatriação de 200 imigrantes ilegais para seu país", disse a Presidência costarriquenha em comunicado, no qual detalhou que "se trata de pessoas originárias de países da Ásia Central e da Índia".

A Costa Rica é o terceiro país centro-americano que aceita colaborar nessas repatriações desde que o republicano Donald Trump assumiu a Presidência dos Estados Unidos em 20 de janeiro.

Durante uma recente viagem pela América Latina do secretário de Estado americano Marco Rubio, Panamá e Guatemala aceitaram servir de ponte para as repatriações de imigrantes de outras nacionalidades.

O primeiro grupo de deportados chegará à Costa Rica nesta quarta-feira em um voo comercial, diz a nota.

Os deportados serão levados do Aeroporto Internacional Juan Santamaría, que serve à capital San José, até o Centro de Atenção Temporária de Migrantes, situado cerca de 360 km ao sul, perto da fronteira com o Panamá.

A Presidência costarriquenha detalhou que "o processo será completamente financiado" pelo governo dos Estados Unidos, sob supervisão da Organização Internacional para as Migrações (OIM).

O primeiro avião militar com 119 imigrantes enviados pelos Estados Unidos ao Panamá para serem repatriados chegou na semana passada. A Guatemala, por sua vez, ainda não recebeu nenhum desses voos.

Entre os primeiros imigrantes enviados ao Panamá havia cidadãos de China, Paquistão, Afeganistão e outros países, segundo o governo panamenho.

A imprensa do Panamá relatou que outros voos chegaram ao país posteriormente, totalizando 360 deportados.

Washington já possuía um acordo anterior com o Panamá para financiar os voos para deportar os migrantes que entravam no país centro-americano após a travessia da inóspita floresta do Estreito de Darién, na fronteira com a Colômbia.

(I.Beryonev--DTZ)