Deutsche Tageszeitung - As tarifas de Trump antes do prazo de 1º de agosto

As tarifas de Trump antes do prazo de 1º de agosto


As tarifas de Trump antes do prazo de 1º de agosto
As tarifas de Trump antes do prazo de 1º de agosto / foto: © AFP/Arquivos

As tarifas sobre produtos que entram nos Estados Unidos mudaram muito desde que Donald Trump retornou à Casa Branca. Confira, a seguir, as tarifas em vigor antes do aumento esperado para os principais parceiros comerciais dos Estados Unidos em 1º de agosto.

Alterar tamanho do texto:

- Sobretaxa mínima universal -

Desde o início de abril, todos os produtos que entram nos Estados Unidos estão sujeitos a uma sobretaxa de 10%.

Espera-se que esse percentual seja maior para os principais parceiros comerciais, especialmente aqueles com os quais Washington acredita ter déficit comercial.

Trump anunciou tarifas de até 50% para mais de 80 países, mas as suspendeu, inicialmente até 9 de julho e posteriormente até 1º de agosto, para negociar acordos comerciais.

No entanto, até o momento, apenas seis foram acordos foram alcançados: com Reino Unido, Vietnã, Indonésia, Filipinas, Japão e União Europeia, que incluem tarifas específicas entre 15% e 20%, inferiores às anunciadas no início de abril para esses países.

Cerca de vinte outros países receberam uma carta da Casa Branca anunciando tarifas entre 25% e 50%.

O Brasil, que inicialmente não era alvo, agora está exposto a 50%, em parte em retaliação ao que Trump chama de "caça às bruxas" contra o ex-presidente Jair Bolsonaro, que está sendo julgado por uma suposta tentativa de golpe de Estado em 2022.

- Canadá e México -

Os principais alvos de Donald Trump são os dois vizinhos dos Estados Unidos, Canadá e México, que ele acusa de não combaterem suficientemente o tráfico de fentanil, um opioide potente que causa uma grave crise sanitária no país.

Eles estão sujeitos a tarifas de 25%, mas elas se aplicam apenas a produtos não protegidos pelo Tratado de Livre Comércio da América do Norte (T-MEC), ou seja, a uma minoria de mercadorias que entram nos Estados Unidos.

O presidente americano ameaçou aumentar essas sobretaxas para 35% para produtos canadenses e 30% para os mexicanos, frustrado com o fato de as negociações comerciais não estarem progredindo como ele gostaria.

- Oscilações com a China -

A China tem sido um alvo prioritário para Washington desde o primeiro mandato de Trump.

Seu sucessor democrata, Joe Biden, manteve a pressão, e Trump a redobrou desde que retornou ao poder em janeiro.

Para combater o tráfico de fentanil, ele impôs uma tarifa de 10% à China, além da vigente antes de 1º de janeiro, o que adicionou uma taxa de 20% por meio das tarifas "recíprocas" no início de abril.

No entanto, em resposta à retaliação da China, as duas potências mundiais intensificaram a pressão, elevando as tarifas para 125% para produtos americanos e 145% para produtos chineses, antes de chegarem a um acordo em Genebra, em maio, para retornar a 10% para um e 30% para o outro.

Desde então, as delegações americana e chinesa se reuniram em Londres e devem se encontrar novamente nestas segunda e terça-feira em Estocolmo.

- Proteger alguns setores -

Trump invocou a segurança nacional para proteger diversos setores da indústria americana com uma sobretaxa específica sobre produtos estrangeiros vendidos nos Estados Unidos.

É o caso da indústria automotiva, agora taxada em 25%, com exceção dos carros do Japão, que pagam apenas 15%, e inclusive de 10% para os primeiros 100.000 carros do Reino Unido. México e Canadá devem pagar 25% sobre importações que violam o T-MEC.

O aço e o alumínio dos Estados Unidos, por sua vez, estão protegidos com tarifas de 50% sobre produtos concorrentes que entram no país.

E há mais a caminho: produtos farmacêuticos, semicondutores, cobre, painéis solares e minerais essenciais estão atualmente em processo de aprovação.

- Processos judiciais -

Algumas das tarifas americanas foram contestadas judicialmente.

Vários tribunais decidiram que Donald Trump não tem autoridade para impor sobretaxas às importações, mas os casos permanecem abertos.

(I.Beryonev--DTZ)

Apresentou

UE prossegue sem acordo sobre retirada de dois oligarcas russos da lista de sanções

A União Europeia (UE) seguia nesta terça-feira (22) sem um acordo sobre a renovação de suas sanções contra a Rússia, devido ao pedido da França e de Luxemburgo para a retirada de dois oligarcas russos da lista, os empresários Alisher Usmanov (que também tem nacionalidade uzbeque) e Mikhail Fridman.

Ciclista afegã que se disfarçava de homem para treinar conquista medalha de prata nos Jogos Asiáticos

Fariba Hashimi, que no início da carreira se disfarçava de homem para poder treinar no Afeganistão, conquistou uma medalha de prata no ciclismo nesta terça-feira (22) nos Jogos Asiáticos, um prêmio que ela espera que inspire outras mulheres em seu país, onde os talibãs reduziram as liberdades das mulheres.

UE não consegue acordo para suspender sanções contra oligarcas russos; negociações continuarão

Os países da União Europeia não chegaram, nesta segunda-feira (21), a um acordo para retirar as sanções contra os empresários russos Alisher Usmanov e Mikhail Fridman, após uma difícil negociação para renovar o conjunto de restrições contra Moscou, informaram diplomatas.

Reino Unido vai apoiar Arábia Saudita contra houthis (imprensa)

O primeiro-ministro britânico, Andy Burnham, concordou em fornecer apoio militar à Arábia Saudita para ajudar a combater os ataques dos houthis, informou a imprensa nesta segunda-feira.

Alterar tamanho do texto: