Deutsche Tageszeitung - Flotilha para Gaza segue viagem apesar das 'manobras de intimidação' israelenses

Flotilha para Gaza segue viagem apesar das 'manobras de intimidação' israelenses


Flotilha para Gaza segue viagem apesar das 'manobras de intimidação' israelenses
Flotilha para Gaza segue viagem apesar das 'manobras de intimidação' israelenses / foto: © AFP

A flotilha de ajuda para Gaza, que nesta quarta-feira (1º) está na costa do Egito, afirmou que prosseguirá a viagem, apesar das "manobras de intimidação realizadas durante a noite", segundo os organizadores, por "navios militares israelenses".

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Depois de zarpar de Barcelona no início de setembro, a flotilha Global Sumud ("sumud" significa "resiliência" em árabe) se apresenta como uma "missão pacífica e não violenta", e conta com mais de 40 barcos com centenas de militantes pró-palestinos procedentes de mais de 40 países.

Por volta das 12h30 GMT (9h30 no horário de Brasília), o ativista brasileiro Thiago Avila, membro da flotilha, indicou que estava a 118 milhas náuticas (cerca de 220 quilômetros) do território palestino, onde Israel lançou uma ofensiva implacável em resposta ao ataque do Hamas de 7 de outubro de 2023.

"Nas primeiras horas desta manhã, forças navais da ocupação israelense efetuaram manobras de intimidação contra a flotilha Global Sumud", informaram os organizadores em um comunicado.

A ativista sueca Greta Thunberg, a eurodeputada franco-palestina Rima Hassan e a ex-prefeita de Barcelona Ada Colau estão entre os participantes da missão que busca "romper o bloqueio a Gaza" e fornecer "ajuda humanitária a uma população sitiada, que enfrenta fome e genocídio".

Depois de partir da Espanha, a flotilha parou por 10 dias na Tunísia antes de retomar a viagem em 15 de setembro.

Um dos principais barcos da flotilha, o Alma, "foi cercado agressivamente por um navio israelense durante vários minutos", informou o grupo no comunicado.

"Pouco depois, o mesmo navio repetiu as mesmas manobras de cerco diante do Sirius por um período prolongado, antes de se afastar", acrescentou o grupo.

"Um barco de patrulha militar também se aproximou com uma enorme luz apontada para nós", comentou a deputada francesa de esquerda Marie Mesmeur.

- "Proteção" -

O governo de Madri sugeriu à flotilha não se aproximar das águas designadas por Israel como zona de exclusão e destacou que o navio espanhol enviado para eventualmente assisti-los não entraria nessa área.

A Itália também enviou um navio militar para garantir a segurança da flotilha, após o ataque com drones que sofreu na madrugada de 24 de setembro, criticado pela ONU e União Europeia.

A flotilha afirmou ter sido atacada com drones em duas ocasiões anteriores, durante a escala na Tunísia, no dia 9 de setembro.

A fragata italiana também parou na área "crítica" a 150 milhas náuticas de Gaza, e na terça-feira pediu por rádio aos ativistas da flotilha que abandonassem sua missão, que está exposta a ser interceptada pelas forças israelenses.

A África do Sul pediu "a proteção" da flotilha, considerando que "a segurança e a integridade física dos integrantes desarmados é de suma importância".

O chefe do governo espanhol, Pedro Sánchez, também destacou que "não representam um perigo, nem uma ameaça para Israel" e acrescentou antes do Conselho Europeu de Copenhague: "Espero que o governo de Netanyahu também não represente uma ameaça para esta flotilha".

(V.Sørensen--DTZ)

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