Deutsche Tageszeitung - Crise financeira levou UNRWA a demitir 571 funcionários em Gaza

Crise financeira levou UNRWA a demitir 571 funcionários em Gaza


Crise financeira levou UNRWA a demitir 571 funcionários em Gaza
Crise financeira levou UNRWA a demitir 571 funcionários em Gaza / foto: © AFP

A agência das Nações Unidas para os refugiados palestinos (UNRWA, na sigla em inglês) anunciou nesta quarta-feira (7) que uma grave crise financeira fez com que tivesse que demitir centenas de funcionários em Gaza que já haviam deixado o território.

Alterar tamanho do texto:

"Na terça-feira, 571 membros do pessoal local da UNRWA, fora de Gaza, foram informados de que seriam desligados da agência com efeito imediato", afirmou um porta-voz da agência em um e-mail à AFP.

Segundo a fonte, uma "crise financeira sem precedentes" forçou a UNRWA a adotar medidas de controle de gastos desde o início do ano passado.

Há mais de sete décadas, a Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados Palestinos no Oriente Próximo fornece ajuda aos refugiados em Gaza, na Cisjordânia, no Líbano, na Jordânia e na Síria.

No entanto, tem sido atingida pela diminuição das contribuições voluntárias das quais depende, à medida que se tornou alvo de críticas e ataques por parte de Israel.

O trabalho da UNRWA teve o custo de cerca de 880 milhões de dólares em 2025 (R$ 4,9 bilhões, na cotação daquele ano), mas a agência recebeu apenas cerca de 570 milhões de dólares (R$ 3,2 bilhões) em contribuições, disse o porta-voz.

"Tal como estão as coisas, esperamos um déficit substancial em 2026", advertiu.

Os funcionários afetados pelo anúncio desta semana haviam trabalhado originalmente na Faixa de Gaza, mas conseguiram sair no início da guerra após os ataques do Hamas em Israel, em 7 de outubro de 2023.

O porta-voz destacou que a UNRWA, que teve mais de 300 de seus funcionários mortos em Gaza desde o início do conflito, ainda tinha cerca de 12 mil trabalhando em solo palestino.

Israel proibiu a agência de operar em seu território, acusando-a de acobertar militantes do Hamas e afirmando que alguns de seus funcionários participaram do ataque de 7 de outubro de 2023.

A decisão de terça-feira foi "extremamente difícil e resulta de um panorama financeiro muito desafiador, bem como de intensas campanhas de difamação para minar a UNRWA e dissuadir seus doadores de apoiá-la", indicou o porta-voz.

(Y.Ignatiev--DTZ)

Apresentou

Conselho de Estado discute coesão social, habitação, educação e saúde

O Conselho de Estado reuniu-se esta segunda-feira, 2 de novembro, no Palácio de Belém, para debater a coesão social, num encontro presidido pelo Presidente da República. A reflexão centrou-se nos desafios estruturais do país e nos caminhos para reforçar a coesão social, nomeadamente nas áreas da desigualdade, habitação, educação e saúde.

Debate sobre habitação reacende confronto político em torno da liberdade

O mercado não está a responder à crise da habitação. Num país onde há quem defenda que o mercado resolve todos os problemas, a realidade insiste em demonstrar o contrário, os preços continuam a subir, a oferta não acompanha as necessidades e comprar ou arrendar casa tornou-se um dos maiores obstáculos à autonomia financeira de milhares de portugueses.

Coesão nacional depende de políticas públicas e compromisso coletivo

O PR, António José Seguro, convocou os partidos com assento parlamentar e o Conselho de Estado, para com ele se pronunciarem sobre a coesão nacional. As manifestações contra a crise habitacional e não só, sobretudo dos jovens, tiveram a grande virtude de acordar o país da letargia em que vive há décadas.

Diplomata brasileiro leva experiência de Gaza para missão consular em Lisboa

Domingo, 25 de outubro. A Cidade Universitária é tomada por dois “exércitos”, com o futuro do Brasil em suspenso na mais acirrada eleição presidencial da história.

Alterar tamanho do texto: