Deutsche Tageszeitung - Opositores esperam 'ansiosos' por libertações anunciadas na Venezuela

Opositores esperam 'ansiosos' por libertações anunciadas na Venezuela


Opositores esperam 'ansiosos' por libertações anunciadas na Venezuela
Opositores esperam 'ansiosos' por libertações anunciadas na Venezuela / foto: © AFP

Integrantes da oposição aguardam ansiosamente sua libertação em meio a um processo de solturas graduais de prisioneiros anunciado há três dias na Venezuela, sob pressão dos Estados Unidos, disse a esposa de um deles neste domingo (11).

Alterar tamanho do texto:

O governo interino de Delcy Rodríguez começou a libertar prisioneiros na quinta-feira, depois de prometer cooperar com Washington, após a captura do líder deposto Nicolás Maduro durante uma ação militar americana em Caracas há uma semana.

Embora o governo venezuelano tenha anunciado que haveria um "número significativo" de libertações, apenas cerca de 20 foram soltos, segundo balanços de ONGs.

Freddy Superlano, colaborador próximo da líder opositora María Corina Machado, pôde ver pela primeira vez sua esposa neste domingo desde que foi preso dois dias depois das eleições de 28 de julho de 2024, nas quais Maduro foi reeleito para um terceiro mandato sob denúncias de fraude.

Ele está recluso na penitenciária de Rodeo I, onde dezenas de familiares se reúnem desde a quinta-feira com a esperança de ver seus entes queridos fora das celas. Antes, Superlano esteve na temida prisão do Serviço Bolivariano de Inteligência (Sebin) no Helicoide, classificada como um centro de tortura por defensores dos direitos humanos.

"Pude constatar que ele está vivo [...] e que está forte e convencido de que logo vai sair dali", disse à imprensa sua esposa Aurora Silva, de 36 anos, que passou meses sem saber o paradeiro de Superlano, inabilitado politicamente logo após vencer as eleições para o governo do estado de Barinas, um antigo reduto do chavismo.

Superlano contou a sua esposa que seus companheiros estão a par das libertações anunciadas: "Estão ansiosos, lúcidos e aguardam sua liberdade."

Dezenas de familiares de presos políticos se enfileiraram na entrada do Rodeo I para uma nova jornada de visitas, o que renovou suas esperanças após três dias de angústia.

O ativista Roland Carreño, jornalista de profissão, está detido nessa penitenciária, situada nas imediações de Caracas. "Está com saúde e está lá dentro também", assegurou Aurora Silva.

Carreño esteve preso anteriormente entre 2020 e 2023, acusado de "terrorismo". Foi detido novamente em plena crise pós-eleitoral após a reeleição de Maduro.

O presidente deposto agora enfrenta a Justiça americana em Nova York por acusações como tráfico de drogas. Forças americanas o capturaram junto com sua esposa Cilia Flores em uma operação militar em 3 de janeiro em Caracas.

Segundo a ONG Foro Penal, mais de 800 pessoas estão detidas por razões políticas na Venezuela.

(P.Vasilyevsky--DTZ)

Apresentou

Conselho de Estado discute coesão social, habitação, educação e saúde

O Conselho de Estado reuniu-se esta segunda-feira, 2 de novembro, no Palácio de Belém, para debater a coesão social, num encontro presidido pelo Presidente da República. A reflexão centrou-se nos desafios estruturais do país e nos caminhos para reforçar a coesão social, nomeadamente nas áreas da desigualdade, habitação, educação e saúde.

Debate sobre habitação reacende confronto político em torno da liberdade

O mercado não está a responder à crise da habitação. Num país onde há quem defenda que o mercado resolve todos os problemas, a realidade insiste em demonstrar o contrário, os preços continuam a subir, a oferta não acompanha as necessidades e comprar ou arrendar casa tornou-se um dos maiores obstáculos à autonomia financeira de milhares de portugueses.

Coesão nacional depende de políticas públicas e compromisso coletivo

O PR, António José Seguro, convocou os partidos com assento parlamentar e o Conselho de Estado, para com ele se pronunciarem sobre a coesão nacional. As manifestações contra a crise habitacional e não só, sobretudo dos jovens, tiveram a grande virtude de acordar o país da letargia em que vive há décadas.

Diplomata brasileiro leva experiência de Gaza para missão consular em Lisboa

Domingo, 25 de outubro. A Cidade Universitária é tomada por dois “exércitos”, com o futuro do Brasil em suspenso na mais acirrada eleição presidencial da história.

Alterar tamanho do texto: