Deutsche Tageszeitung - Trump recebe opositora venezuelana María Corina Machado na Casa Branca

Trump recebe opositora venezuelana María Corina Machado na Casa Branca


Trump recebe opositora venezuelana María Corina Machado na Casa Branca
Trump recebe opositora venezuelana María Corina Machado na Casa Branca / foto: © AFP/Arquivos

O presidente Donald Trump almoçou nesta quinta-feira (15) na Casa Branca com a líder opositora venezuelana María Corina Machado, que luta para manter uma linha direta, diante da consolidação do diálogo entre Washington e Caracas.

Alterar tamanho do texto:

A venezuelana chegou à Casa Branca pouco depois do meio-dia e saiu às 14h30, hora local. Ela cumprimentou apoiadores, antes de seguir para o Capitólio, para um encontro com congressistas seguido de declarações públicas.

Nada foi divulgado sobre a reunião com Trump. O presidente "estava ansioso" para conhecê-la e esperava ter "uma boa conversa produtiva", disse a porta-voz da Casa Branca, durante a reunião.

María Corina dedicou o Nobel a Trump e depois lançou a ideia de entregar o prêmio a ele, o que a Academia norueguesa informou que não era possível.

O Nobel Peace Center publicou hoje no X que os premiados podem dispor como desejarem da medalha dourada associada à distinção. "Uma medalha pode mudar de mãos, mas não o título de laureado com o Prêmio Nobel da Paz", associado para sempre a determinadas pessoas ou organizações, sem possibilidade de compartilhá-lo ou transferi-lo.

- Primeira venda de petróleo venezuelano -

Trump provocou um terremoto dentro e fora da Venezuela ao lançar uma ofensiva para deter e transferir para os Estados Unidos o agora deposto presidente Nicolás Maduro e sua esposa, acusados de narcotráfico.

A operação foi recebida inicialmente com euforia pela oposição. Mas Trump logo jogou um balde de água fria ao declarar que Machado era uma "pessoa muito simpática", mas que não a via como líder do país.

Com a substituta de Maduro, Delcy Rodríguez, ele manteve, em contrapartida, na quarta-feira, uma "longa" conversa telefônica, sobre petróleo, minerais, comércio ou segurança, revelou o presidente.

Delcy é uma líder "formidável", afirmou Trump. A presidente interina venezuelana, por sua vez, explicou que a conversa foi "produtiva e cordial", em "um marco de respeito mútuo".

Os Estados Unidos estão rapidamente tecendo uma relação particular com Caracas, um regime que oficialmente continuam considerando "narcoterrorista", o que não impede os negócios.

Nesta quinta-feira, uma autoridade sob condição de anonimato confirmou uma primeira venda de petróleo venezuelano apreendido, no valor de 500 milhões de dólares (R$ 2,7 bilhões).

Esse dinheiro passará para contas controladas diretamente pelo Departamento do Tesouro.

Trump "protege" o continente americano “contra os narcoterroristas, os traficantes de drogas e os adversários estrangeiros que buscam tirar proveito", declarou uma porta-voz da Casa Branca.

Fiel à sua política do morde e assopra, o governo Trump anunciou também a apreensão, no Caribe, de um sexto petroleiro submetido a sanções.

Para seus planos petrolíferos, Trump e seu secretário de Estado, Marco Rubio, esperam contar com a colaboração das multinacionais, que, no entanto, pedem que se esclareça o marco legal e político.

- Apoio apesar de tudo -

María Corina Machado saiu da Venezuela em dezembro, após quase um ano na clandestinidade, graças ao apoio logístico dos Estados Unidos. Depois de receber o Prêmio Nobel em Oslo, ela manteve uma agenda discreta, de contatos pontuais, como um encontro com o papa Leão XIV, em Roma.

Apesar dos percalços, a venezuelana mantém um tom otimista. "A derrota do mal" na Venezuela "está mais próxima", afirmou, em Roma.

(P.Tomczyk--DTZ)

Apresentou

Conselho de Estado discute coesão social, habitação, educação e saúde

O Conselho de Estado reuniu-se esta segunda-feira, 2 de novembro, no Palácio de Belém, para debater a coesão social, num encontro presidido pelo Presidente da República. A reflexão centrou-se nos desafios estruturais do país e nos caminhos para reforçar a coesão social, nomeadamente nas áreas da desigualdade, habitação, educação e saúde.

Debate sobre habitação reacende confronto político em torno da liberdade

O mercado não está a responder à crise da habitação. Num país onde há quem defenda que o mercado resolve todos os problemas, a realidade insiste em demonstrar o contrário, os preços continuam a subir, a oferta não acompanha as necessidades e comprar ou arrendar casa tornou-se um dos maiores obstáculos à autonomia financeira de milhares de portugueses.

Coesão nacional depende de políticas públicas e compromisso coletivo

O PR, António José Seguro, convocou os partidos com assento parlamentar e o Conselho de Estado, para com ele se pronunciarem sobre a coesão nacional. As manifestações contra a crise habitacional e não só, sobretudo dos jovens, tiveram a grande virtude de acordar o país da letargia em que vive há décadas.

Diplomata brasileiro leva experiência de Gaza para missão consular em Lisboa

Domingo, 25 de outubro. A Cidade Universitária é tomada por dois “exércitos”, com o futuro do Brasil em suspenso na mais acirrada eleição presidencial da história.

Alterar tamanho do texto: