Deutsche Tageszeitung - Com dor e orgulho, cubanos homenageiam os 32 militares mortos na Venezuela

Com dor e orgulho, cubanos homenageiam os 32 militares mortos na Venezuela


Com dor e orgulho, cubanos homenageiam os 32 militares mortos na Venezuela
Com dor e orgulho, cubanos homenageiam os 32 militares mortos na Venezuela / foto: © AFP

"Não queremos guerra", mas tampouco "vamos nos render": em meio à dor e ao fervor patriótico, milhares de cubanos responderam às ameaças do presidente americano, Donald Trump, no tributo nacional aos 32 militares mortos na Venezuela durante a captura do presidente deposto, Nicolás Maduro.

Alterar tamanho do texto:

Depois de uma cerimônia em homenagem aos falecidos no aeroporto internacional de Havana, na presença do líder Raúl Castro, de 94 anos, e do presidente, Miguel Díaz-Canel, as cinzas dos militares foram trasladadas até o Ministério das Forças Armadas Revolucionárias.

Os cubanos foram convocados a se reunirem neste local, próximo da emblemática Praça da Revolução, coração político do país, para este tributo póstumo.

Membros das Forças Armadas Revolucionárias e trabalhadores civis, organizados em uma longa fila, encabeçaram as homenagens aos mortos com saudações militares, ao passar em frente às urnas cobertas com bandeiras cubanas, ao lado de condecorações e fotografias.

"É um momento muito triste estar aqui recebendo nossos companheiros, mas ao mesmo tempo sentimos muito orgulho porque sabemos que defenderam sua posição até a morte", disse à AFP a tenente-coronel Magalys Leal, de 55 anos.

- Trump está "mal da cabeça" -

Para chegar ao ministério, alguns desafiaram a chuva e os problemas de transporte resultantes de uma severa crise econômica.

Alguns choravam ou seguravam a bandeira cubana contra o peito, outros levavam flores.

A bordo de veículos militares, as 32 urnas percorreram os 12 km que separam o aeroporto do ministério. Dos dois lados da via, milhares de cubanos aplaudiram a passagem da caravana.

"Trump está meio mal da cabeça" e "não merece nem estar no poder", opinou o cozinheiro Fernando Mora, de 53 anos.

No aeroporto, o ministro do Interior, general Lázaro Alberto Álvarez, disse que Cuba recebia os militares como "heróis". "São uma lição para os que vacilam e uma advertência para os que ameaçam", acrescentou.

Os 32 militares morreram em 3 de janeiro, durante o ataque e a captura de Maduro por forças americanas na Venezuela. O tributo em sua homenagem terminará na sexta-feira com uma marcha em frente à embaixada dos Estados Unidos.

"Não há medo. Nosso comandante nos ensinou a não ter medo", e, além disso, os americanos "não podem conosco", alardeou Caridad Travieso, referindo-se ao pai da revolução cubana, Fidel Castro (1926-2016).

Oitenta por cento dos cubanos passaram toda a sua vida sob o embargo que Washington impõe à ilha desde 1962. Além disso, por mais de seis décadas enfrentaram todo tipo de ameaças e fortes momentos de tensão com seu vizinho poderoso.

- "Não queremos guerra" -

"Não queremos guerra", assegurou Magalys Leal. No entanto, "nossa mensagem é que defenderemos nossa pátria até as últimas consequências", acrescentou.

"Podemos dialogar", mas "não vai haver nenhum ajuste (solução)" enquanto os Estados Unidos mantiverem sua postura em relação a Cuba.

Alejandra González, de 31 anos, chegou ao tributo vestindo uma camiseta com a imagem da bandeira cubana. Trump "pode ameaçar, mas acho que nunca vai poder entrar em Cuba", disse.

A jovem destacou que "um cubano que se dê ao respeito tem que dar a vida por seu país".

(V.Varonivska--DTZ)

Apresentou

Conselho de Estado discute coesão social, habitação, educação e saúde

O Conselho de Estado reuniu-se esta segunda-feira, 2 de novembro, no Palácio de Belém, para debater a coesão social, num encontro presidido pelo Presidente da República. A reflexão centrou-se nos desafios estruturais do país e nos caminhos para reforçar a coesão social, nomeadamente nas áreas da desigualdade, habitação, educação e saúde.

Debate sobre habitação reacende confronto político em torno da liberdade

O mercado não está a responder à crise da habitação. Num país onde há quem defenda que o mercado resolve todos os problemas, a realidade insiste em demonstrar o contrário, os preços continuam a subir, a oferta não acompanha as necessidades e comprar ou arrendar casa tornou-se um dos maiores obstáculos à autonomia financeira de milhares de portugueses.

Coesão nacional depende de políticas públicas e compromisso coletivo

O PR, António José Seguro, convocou os partidos com assento parlamentar e o Conselho de Estado, para com ele se pronunciarem sobre a coesão nacional. As manifestações contra a crise habitacional e não só, sobretudo dos jovens, tiveram a grande virtude de acordar o país da letargia em que vive há décadas.

Diplomata brasileiro leva experiência de Gaza para missão consular em Lisboa

Domingo, 25 de outubro. A Cidade Universitária é tomada por dois “exércitos”, com o futuro do Brasil em suspenso na mais acirrada eleição presidencial da história.

Alterar tamanho do texto: