Deutsche Tageszeitung - Ministro do Interior russo visita Cuba em meio a tensões com os EUA

Ministro do Interior russo visita Cuba em meio a tensões com os EUA


Ministro do Interior russo visita Cuba em meio a tensões com os EUA
Ministro do Interior russo visita Cuba em meio a tensões com os EUA / foto: © Acn/AFP

O ministro do Interior russo, Vladimir Kolokoltsev, foi recebido em Havana na terça-feira (20) pelo presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, que afirmou que a visita tinha "enorme significado" em um momento em que os Estados Unidos aumentam a pressão sobre a ilha comunista.

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O presidente cubano destacou que a visita do ministro, a primeira de um oficial russo a Cuba desde a captura de Nicolás Maduro em Caracas em 3 de janeiro, tem "enorme significado" devido ao "momento em que ocorre", segundo declarações divulgadas pela presidência.

De acordo com a televisão estatal, o ministro enviado por Moscou também foi recebido pelo ex-líder Raúl Castro, de 94 anos, oficialmente aposentado de qualquer cargo de decisão, mas que permanece uma figura central no poder.

O ex-líder revolucionário ressaltou as "excelentes relações" entre Havana e Moscou, segundo a mesma fonte. Rússia e Cuba fortaleceram seus laços desde que Moscou lançou sua ofensiva contra a Ucrânia em fevereiro de 2022.

Vladimir Kolokoltsev chegou a Havana na noite de segunda-feira para realizar "reuniões bilaterais" e "atividades comemorativas", anunciou pouco antes a embaixada russa em Cuba.

Ao chegar, foi recebido por seu homólogo cubano, Lázaro Alberto Álvarez.

O embaixador russo em Havana, Victor Koronelli, também declarou na rede X que Kolokoltsev viajou "para fortalecer a cooperação bilateral e o combate ao crime".

Em declaração à emissora estatal Rossiya-1, feita no aeroporto de Havana, o ministro Kolokoltsev reiterou a posição de Moscou sobre o ataque das forças americanas no início de janeiro em Caracas, que levou à captura do presidente deposto Nicolás Maduro.

"Na Rússia, consideramos isso um ato de agressão armada injustificada contra a Venezuela", declarou.

"Este ato não pode ser justificado de forma alguma e demonstra, mais uma vez, a necessidade de reforçar a vigilância e consolidar todos os esforços destinados a combater os fatores externos", acrescentou.

Esta visita ocorre em um momento em que o presidente dos EUA, Donald Trump, intensificou as ameaças contra Cuba após o ataque na Venezuela, um aliado próximo de Havana que até então lhe fornecia petróleo, crucial para a economia cubana.

Durante essa operação, 32 militares cubanos morreram, alguns deles membros da equipe de segurança de Nicolás Maduro.

Pela manhã, o ministro russo visitou o cemitério de Havana para prestar homenagem a esses militares, informou posteriormente a mídia estatal cubana.

(S.A.Dudajev--DTZ)

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