Deutsche Tageszeitung - Rubio espera restabelecer relações com a Venezuela 'em breve' e traça futuro cautelosamente otimista

Rubio espera restabelecer relações com a Venezuela 'em breve' e traça futuro cautelosamente otimista


Rubio espera restabelecer relações com a Venezuela 'em breve' e traça futuro cautelosamente otimista
Rubio espera restabelecer relações com a Venezuela 'em breve' e traça futuro cautelosamente otimista / foto: © AFP

O secretário de Estado americano, Marco Rubio, declarou nesta quarta-feira (28) que espera contar “em breve” com a presença diplomática dos Estados Unidos na Venezuela, durante uma sessão no Senado na qual traçou um futuro cautelosamente otimista para o país caribenho após a queda de Nicolás Maduro.

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“Temos uma equipe lá que está avaliando, e acredito que em breve poderemos abrir uma presença diplomática”, afirmou perante a Comissão de Relações Exteriores do Senado.

Essa presença diplomática permitirá “ter informações em tempo real e interagir não apenas com responsáveis do regime (...) mas também com membros da sociedade civil, da oposição”, acrescentou.

A diplomata Laura Dogu será a responsável por essa missão, confirmou Rubio. Ela foi embaixadora dos Estados Unidos na Nicarágua, cujo mandatário de esquerda, Daniel Ortega, é um dos poucos aliados da Venezuela na região.

A diplomata esteve à frente dessa delegação desde 2015. Entre 2012 e 2015 foi adjunta na Embaixada dos Estados Unidos na Cidade do México.

Dogu “assumirá a unidade de assuntos venezuelanos, primeiro em Bogotá, mas depois em Caracas”, explicou o chefe da diplomacia americana.

- Os exemplos de Espanha e Paraguai -

Os Estados Unidos abalaram a Venezuela, e também toda a América Latina e o Caribe, ao atacar o país para capturar o presidente Nicolás Maduro e sua esposa Cilia Flores na madrugada de 3 de janeiro. Ambos foram levados para Nova York, onde enfrentam acusações de narcotráfico.

"Não estou aqui para dizer que isso vai ser fácil ou simples. O que digo é que, em três semanas e meia, quase quatro, estamos muito mais avançados neste projeto do que pensávamos que estaríamos", assegurou Rubio, ex-senador republicano, a seus antigos colegas.

"Reconheço que não será fácil. Ao final do dia, estamos lidando com gente lá que passou a maior parte da vida vivendo em um paraíso de gangsteres", declarou.

"Então não vai ser da noite para o dia que isso vai virar de uma hora para outra. Mas acho que estamos fazendo avanços bons e íntegros", acrescentou.

O governo da presidente interina, Delcy Rodríguez, começou a libertar presos políticos e promoveu uma reforma da legislação de hidrocarbonetos para abrir a estatal indústria do petróleo ao investimento privado, detalhou Rubio como exemplos desse suposto progresso.

A presidente interina, no entanto, tem tentado se afastar dos Estados Unidos em algumas de suas declarações.

"Chega de ordens de Washington sobre políticos na Venezuela. Que seja a política venezuelana a resolver nossas divergências e nossos conflitos internos", declarou em 25 de janeiro diante de trabalhadores do setor petrolífero.

Os Estados Unidos pretendem reafirmar sua hegemonia na região por meio da chamada “Doutrina Donroe”, uma reformulação por parte do presidente Donald Trump da doutrina do presidente James Monroe, de 1823.

Os Estados Unidos se consideram legitimados a intervir na América Latina se entenderem que a região se submete a interesses inimigos, segundo essa nova doutrina de segurança nacional, publicada no final de 2025.

Ao ser questionado por senadores democratas sobre quais são os próximos passos, e se é possível confiar no governo de herança chavista, Rubio declarou: "Antes de tudo isso, isto (a Venezuela) estava bloqueado".

"Posso apontar vários lugares: Espanha, Paraguai, dois exemplos de locais em que houve uma transição, de um regime autocrático para um democrático. E levou tempo", indicou.

(W.Uljanov--DTZ)

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