Deutsche Tageszeitung - Starmer e Xi defendem aproximação entre Reino Unido e China diante das turbulências mundiais

Starmer e Xi defendem aproximação entre Reino Unido e China diante das turbulências mundiais


Starmer e Xi defendem aproximação entre Reino Unido e China diante das turbulências mundiais
Starmer e Xi defendem aproximação entre Reino Unido e China diante das turbulências mundiais / foto: © POOL/AFP

O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, e o presidente chinês, Xi Jinping, destacaram nesta quinta-feira (29), durante um encontro em Pequim, a necessidade de estreitar as relações entre os dois países para enfrentar as turbulências geopolíticas mundiais.

Alterar tamanho do texto:

A viagem de Starmer à China é a primeira de um chefe de Governo britânico desde 2018 e acontece após uma série de visitas de líderes ocidentais que buscam uma aproximação de Pequim, em contraste com um governo dos Estados Unidos cada vez mais imprevisível.

Os líderes se reuniram no Grande Salão do Povo. Starmer disse a Xi durante o encontro que a China é um "ator fundamental no cenário mundial".

"É vital construir uma relação mais sofisticada, na qual identifiquemos oportunidades de colaboração, mas que também permita um diálogo significativo nas áreas em que não estamos de acordo", disse o primeiro-ministro britânico a Xi.

O presidente chinês também destacou a necessidade de estreitar os laços com uma "visão de longo prazo", no contexto do que chamou de situação internacional "complexa".

"China e Reino Unido devem reforçar o diálogo e a cooperação, seja para manter a paz e a estabilidade mundiais ou para promover as economias e os meios de subsistência dos dois países", disse Xi a Starmer.

Também destacou que será necessário superar dificuldades para avançar, mas que a cooperação abriria um "novo capítulo" nas suas relações.

Starmer, que permanecerá na China até sábado, também se reuniu durante a manhã com o número três do governo de Pequim, Zhao Leji, e ainda deve se encontrar com o primeiro-ministro Li Qiang.

Segundo o governo britânico, Reino Unido e China assinarão um acordo de cooperação centrado nas cadeias de suprimentos utilizadas por traficantes de migrantes.

O líder britânico viajará ainda na sexta-feira à cidade de Xangai, antes de fazer uma breve escala no Japão para uma reunião com a primeira-ministra Sanae Takaichi.

Londres e Pequim registraram há uma década o que descreveram como uma "era dourada", mas as relações entraram em crise a partir de 2020, quando Pequim impôs uma lei de segurança nacional em Hong Kong e reprimiu ativistas pró-democracia na ex-colônia britânica.

As violações dos direitos humanos, as acusações de espionagem e ciberataques, e o aparente apoio da China à guerra da Rússia na Ucrânia também prejudicaram as relações.

(I.Beryonev--DTZ)

Apresentou

Guiana afirma na CIJ que disputa com a Venezuela por Essequibo tem 'importância existencial'

Os representantes da Guiana afirmaram nesta segunda-feira (4) que o processo em que o país enfrenta a Venezuela na Corte Internacional de Justiça (CIJ) pelo controle da região fronteiriça do Essequibo tem "importância existencial" para a pequena nação da América do Sul

Trump anuncia operação para liberar o Estreito de Ormuz e Irã ameaça atacar forças americanas

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou um plano para que as forças de seu país escoltem navios no Estreito de Ormuz a partir desta segunda-feira (4), mas o comando militar do Irã advertiu que atacará as tropas americanas se a operação for levada adiante.

Trump diz que EUA e Irã mantêm conversas 'positivas' e apresenta plano para conduzir navios em Ormuz

O presidente Donald Trump afirmou, neste domingo (3), que funcionários de seu governo estão tendo "conversas muito positivas" com o Irã, e anunciou um plano para que a Marinha dos Estados Unidos conduzisse as embarcações pelo Estreito de Ormuz a partir de segunda-feira.

Ampla operação é lançada para buscar dois soldados americanos desaparecidos no Marrocos

Dois soldados americanos que desapareceram no último sábado enquanto participavam de um treinamento no sul do Marrocos foram vistos pela última vez perto de penhascos e podem ter caído no oceano, informou à AFP uma autoridade do Ministério da Defesa dos Estados Unidos.

Alterar tamanho do texto: