Deutsche Tageszeitung - Procuradora-geral dos EUA ordena detenção de jornalista que interrompeu missa em Minneapolis

Procuradora-geral dos EUA ordena detenção de jornalista que interrompeu missa em Minneapolis


Procuradora-geral dos EUA ordena detenção de jornalista que interrompeu missa em Minneapolis
Procuradora-geral dos EUA ordena detenção de jornalista que interrompeu missa em Minneapolis / foto: © AFP

A procuradora-geral americana, Pam Bondi, anunciou, nesta sexta-feira (30), a detenção de Don Lemon, um conhecido ex-apresentador da CNN que interrompeu, juntamente com ativistas, um serviço religioso perto de Minneapolis, onde está prevista uma manifestação para exigir o fim das batidas policiais.

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O presidente Donald Trump voltou a endurecer o tom ao classificar Alex Pretti, enfermeiro de um hospital de veteranos morto a tiros por agentes federais em Minneapolis, como "agitador".

Sua morte e a de Renee Good, ativista e mãe de três filhos, chocaram a cidade.

Bondi disse, em uma publicação no X, que Lemon e várias outras pessoas foram presas sob acusações federais não especificadas, que ela qualificou como um "ataque coordenado" contra a igreja Cities Church em St. Paul, cidade gêmea de Minneapolis.

Lemon, agora jornalista independente, estava entre os repórteres que entraram junto com ativistas em uma igreja onde um funcionário do Serviço de Controle de Imigração e Alfândega (ICE) é pastor.

O advogado de Lemon informou que ele foi detido em Los Angeles durante a noite e acrescentou que seu trabalho na cobertura do protesto "não foi diferente do que sempre fez".

Um juiz em Minnesota se negou, na semana passada, a indiciar Lemon.

- "Um agitador" -

Trump recorreu à sua plataforma Truth Social para descrever Pretti, enfermeiro de 37 anos morto em 25 de janeiro, como um "agitador e, talvez, insurgente".

"O valor de Alex Pretti despencou com o vídeo divulgado recentemente, no qual ele aparece gritando e cuspindo no rosto de um agente do ICE muito calmo e controlado", escreveu Trump.

Imagens compartilhadas online nesta semana supostamente mostram Pretti em um confronto com agentes federais 11 dias antes dele ser morto a tiros.

A AFP não conseguiu verificar imediatamente as imagens, que mostram um homem, supostamente Pretti, chutando e quebrando a lanterna traseira do carro dos agentes antes que eles saiam e o imobilizem no chão.

Durante o confronto com os agentes, é possível ver o que parece ser uma arma nas costas do manifestante.

- Paralisação do governo -

Trump mudou rapidamente de estratégia após a morte de Pretti, o que provocou indignação e uma nova mobilização de ativistas na cidade.

Trump afirmou que queria uma "desescalada" e nomeou um novo responsável em Minneapolis, o czar de fronteira Tom Homan que, na quinta-feira (29), disse que alguns agentes federais poderiam se retirar da cidade.

Homan, um veterano na luta contra a imigração irregular, condecorado pelo presidente democrata Barack Obama, pediu às autoridades do estado de Minnesota que permitissem que agentes federais detivessem os imigrantes sem documentos regularizados que são libertados das prisões após cumprirem pena por delitos.

Seu tom mudou em relação ao de seu antecessor no local, o comandante da Patrulha de Fronteira, Greg Bovino.

Homan destacou que sua equipe estava "trabalhando no plano de redução" para alguns dos mais de 3 mil agentes federais que têm participado na "Operação Metro Surge".

Os dois agentes envolvidos na morte de Pretti foram suspensos, e Homan disse que qualquer agente federal que viole as normas de conduta "será sancionado".

A reação pelas morte de Pretti e Good chegou ao Congresso, e o Senado se aproximava, nesta sexta-feira, de uma votação para limitar os efeitos de uma paralisação do governo (shutdown) que começaria à meia-noite.

Os democratas traçaram uma linha vermelha em torno do financiamento do Departamento de Segurança Nacional, exigindo que seja retirado e renegociado para impor novas restrições às agências de aplicação das leis migratórias.

(L.Møller--DTZ)

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