Deutsche Tageszeitung - Irã adverte que seu Exército está 'em alerta máximo' e vê 'avanços' para negociar

Irã adverte que seu Exército está 'em alerta máximo' e vê 'avanços' para negociar


Irã adverte que seu Exército está 'em alerta máximo' e vê 'avanços' para negociar
Irã adverte que seu Exército está 'em alerta máximo' e vê 'avanços' para negociar / foto: © AFP

O Irã avisou, neste sábado (31), os Estados Unidos e Israel de que suas forças estão em "alerta máximo" após o envio de navios de guerra americanos ao Golfo, mas vê "avanços" nas negociações com os Estados Unidos.

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O presidente americano, Donald Trump, levantou a ameaça de um ataque militar, desde a repressão brutal de uma onda de protestos iranianos contra o regime, que, segundo várias ONGs, deixou milhares de mortos.

O chefe do Exército do Irã, Amir Hatami, adotou um tom marcial.

"Se o inimigo cometer um erro, sem dúvida colocará em risco sua própria segurança, a segurança da região e a segurança do regime sionista", declarou Hatami, segundo a agência oficial de notícias IRNA.

E acrescentou que as Forças Armadas do Irã estão "plenamente" preparadas e "em estado de alerta máximo".

Também insistiu que a tecnologia nuclear da república islâmica "não pode ser eliminada", em resposta às pressões de Trump, que exige que Irã negocie um acordo sobre seu programa atômico, se quiser se livrar de um ataque.

Os Estados Unidos enviaram ao Oriente Médio uma força naval de ataque, liderada pelo porta-aviões "USS Abraham Lincoln".

A mobilização faz temer um confronto direto com o Irã, que avisou reiteradamente que, neste caso, responderá disparando mísseis contra bases americanas no Oriente Médio e atacando seus aliados, em particular Israel.

Na sexta-feira (30), Trump afirmou que Teerã quer "chegar a um acordo" para evitar a intervenção militar.

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, disse que seu país está disposto a negociar sobre seu programa atômico "em pé de igualdade", não sob ameaça, e ressaltou que "nunca" aceitará negociar sobre suas capacidades de mísseis e defesa.

O secretário do mais alto órgão de segurança do Irã, Alí Larijani, se mostrou moderadamente otimista.

"Ao contrário do que diz a propaganda de guerra artificialmente criada pela mídia, o lançamento de um marco de negociações está avançando", escreveu, neste sábado, no X, após se reunir na sexta-feira com o presidente russo, Vladimir Putin, em Moscou.

- Incidentes -

Os Estados Unidos, Israel e várias potências ocidentais asseguram que o programa nuclear iraniano têm o objetivo de alcançar a bomba atômica, o que Teerã nega.

Em meio a crescentes tensões, as autoridades iranianas se apressaram em negar que vários incidentes ocorridos neste sábado estivessem relacionados a algum ataque ou sabotagem.

Durante horas, não se sabia o que havia causado uma explosão em um prédio residencial na cidade portuária do sul do Irã de Bandar Abbas. Finalmente, os bombeiros locais afirmaram que se deveu a um vazamento de gás.

O Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (CGRI) negou que os edifícios de suas forças navais na província tenham sido alvo de um ataque, segundo a agência de notícias Fars.

Além disso, as redes sociais ecoaram o boato de que o chefe das forças navais da Guarda da Revolução havia sido assassinado. A agência Tasnim atribuiu isso a "uma operação psicológica" realizada por "correntes anti-Irã".

A televisão pública também se antecipou para afirmar que uma nuvem de fumaça formada em Parand, nos arredores da capital, Teerã, foi "causada por um pequeno incêndio".

Washington já atacou três usinas nucleares iranianas, em 22 de junho, como parte de uma guerra de 12 dias entre Israel e Irã.

Os ataques israelenses miraram vários alvos militares, matando altos comandantes das forças iranianas e cientistas do programa nuclear.

- Manobras iranianas -

Na sexta-feira, o Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) afirmou que a Guarda Revolucionária iraniana, o exército ideológico do regime, organizará "um exercício naval de dois dias com fogo real" no Estreito de Ormuz, um ponto muito sensível por onde passam gás liquefeito e petróleo procedentes do Golfo.

Em um comunicado, o Centcom aconselhou a Guarda a não adotar "qualquer comportamento inseguro e pouco profissional nas proximidades de forças americanas".

O governo dos Estados Unidos classificou a Guarda Revolucionária como organização terrorista em 2019, durante o primeiro mandato de Trump.

Uma iniciativa que a União Europeia (UE) também adotou na quinta-feira. O Irã prometeu adotar uma resposta.

(O.Zhukova--DTZ)

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