Deutsche Tageszeitung - África do Sul é convidada e depois excluída de reunião do G7 na França

África do Sul é convidada e depois excluída de reunião do G7 na França


África do Sul é convidada e depois excluída de reunião do G7 na França
África do Sul é convidada e depois excluída de reunião do G7 na França / foto: © AFP/Arquivos

A África do Sul informou nesta quinta-feira que foi excluída da reunião de cúpula do G7 em junho, para a qual havia sido convidada, o que Pretória atribuiu, em um primeiro momento, à pressão dos Estados Unidos sobre a França, mas depois negou qualquer tipo de interferência.

Alterar tamanho do texto:

O funcionário do Departamento de Estado americano Nick Checker afirmou que os Estados Unidos não pediram aos franceses para excluir a África do Sul do encontro. "Na qualidade de presidente do G7, cabe à França decidir quem deseja convidar para as reuniões", disse um porta-voz da diplomacia americana.

Inicialmente, a Presidência da África do Sul afirmou o contrário, ao indicar que o chefe de Estado Cyril Ramaphosa já não estava convidado devido a ameaças de boicote feitas por Washington, comunicadas por Paris.

"Soubemos que, devido a pressões contínuas, a França teve que retirar seu convite à África do Sul para participar do G7", disse à AFP Vincent Magwenya, porta-voz da Presidência. "Fomos informados de que os americanos ameaçaram boicotar a cúpula caso a África do Sul fosse convidada."

Horas mais tarde, no entanto, ao ser questionado sobre o assunto, Ramaphosa disse que, "segundo o seu conhecimento", não houve "pressão de nenhum país, nem dos Estados Unidos nem de nenhum outro".

O governo da África do Sul é alvo de ataques do presidente americano, que o acusa de suposta perseguição aos fazendeiros brancos, ao mesmo tempo que repreende o país por ter processado Israel perante a Corte Internacional de Justiça devido a supostos atos de genocídio durante o conflito na Faixa de Gaza.

O ministro das Relações Exteriores da França, Jean-Noël Barrot, afirmou hoje que seu país "não cedeu a nenhuma pressão", e sim que optou por um "G7 reduzido" e por convidar o Quênia, para ajudar a preparar a reunião de cúpula da França sobre o continente africano que será realizada em maio, em Nairóbi.

Em novembro passado, Donald Trump boicotou a reunião de cúpula do G20 em Joanesburgo, e, desde então, exclui a África do Sul dos trabalhos desse grupo, cuja presidência rotativa é exercida pelos Estados Unidos neste ano.

Nessa mesma cúpula, o presidente francês, Emmanuel Macron, convidou pessoalmente Ramaphosa para participar do G7, ressaltou Pretória. O grupo reúne os sete países mais industrializados do planeta, e suas reuniões costumam receber nações convidadas.

"As relações diplomáticas entre os Estados Unidos e a África do Sul existiam antes do governo Trump, e sobreviverão ao atual mandato na Casa Branca", declarou Magwenya.

(I.Beryonev--DTZ)

Apresentou

Exército de Israel anuncia ataques ‘em grande escala’ contra Teerã

O Exército israelense informou que suas forças realizaram na madrugada desta sexta-feira (27) ataques contra "a infraestrutura" do governo iraniano em Teerã, após quase um mês de guerra no Oriente Médio.

Coreia do Norte e Belarus assinam tratado de cooperação durante visita de Lukashenko

Os líderes da Coreia do Norte e de Belarus assinaram nesta quinta-feira um tratado de "amizade e cooperação", que marca uma "nova fase" na relação entre os dois países, que têm governos próximos da Rússia e contrários ao Ocidente, informaram veículos estatais.

A Ucrânia destrói as exportações russas de petróleo do terror

A campanha ucraniana contra a infraestrutura petrolífera russa transformou-se num golpe direto contra uma das artérias econômicas mais sensíveis de Moscou. Não se trata de alvos meramente simbólicos, mas dos nós logísticos pelos quais passa uma parcela decisiva do petróleo russo destinado à exportação. A pressão sobre Primorsk e Ust-Luga, os grandes terminais do Báltico, é especialmente relevante, porque esses portos concentram uma parte enorme dos embarques marítimos. Somam-se a isso as consequências da perturbação em Novorossiysk, os problemas no corredor Druzhba em território ucraniano e a pressão crescente sobre navios associados à chamada frota sombra russa. O quadro, portanto, vai muito além da imagem de alguns incêndios isolados. O que está sob ataque é a própria cadeia de exportação: armazenamento, carregamento, encaminhamento marítimo e, em última instância, fluxo de receitas.As estimativas mais recentes indicam que, em determinados momentos, cerca de 40% da capacidade russa de exportação de petróleo ficou afetada ou temporariamente fora de serviço. Isso corresponde a cerca de 2 milhões de barris por dia que não chegaram ao mercado como previsto ou tiveram de ser redirecionados com atraso e custo maior. Para o Kremlin, o problema é profundo, porque o petróleo não é apenas uma mercadoria estratégica; continua a ser um dos pilares das receitas do Estado. Quando um terminal para, os navios ficam à espera, as cargas são reprogramadas e os riscos logísticos e de seguro aumentam, o impacto econômico se amplia mesmo que parte do volume venha a sair mais tarde. Em outras palavras, os ataques atingem precisamente o setor que a Rússia mais tentou proteger apesar das sanções, dos limites de preço e das rotas alternativas.O aspecto mais significativo da estratégia ucraniana é que ela parece mirar menos o efeito de um único golpe espetacular e mais a perturbação operacional repetida. Cada ataque contra infraestruturas portuárias, sistemas de bombeamento, tanques de armazenamento ou cadeias de carregamento pode criar estrangulamentos muito além do ponto de impacto. Bastam alguns dias de atraso para alterar rotações de petroleiros, calendários de exportação, pagamentos e planejamento de produção. O fato de uma instalação conseguir retomar operações com relativa rapidez não elimina a vulnerabilidade revelada por esse padrão. Moscou é forçada a redistribuir volumes, testar rotas alternativas e absorver mais risco em quase todas as etapas do processo. Isso constitui um problema estrutural para um modelo de exportação que depende fortemente de um número limitado de centros marítimos.

Trump nega que esteja 'desesperado' por fechar acordo com o Irã

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, negou nesta quinta-feira (26) que esteja desesperado para alcançar um acordo que ponha fim à guerra no Oriente Médio e afirmou que o Irã está disposto a negociar, apesar da fria recepção ao seu plano de paz.

Alterar tamanho do texto: