Deutsche Tageszeitung - Irã anuncia novos ataques e alerta para represálias 'devastadoras' após ameaças de Trump

Irã anuncia novos ataques e alerta para represálias 'devastadoras' após ameaças de Trump


Irã anuncia novos ataques e alerta para represálias 'devastadoras' após ameaças de Trump
Irã anuncia novos ataques e alerta para represálias 'devastadoras' após ameaças de Trump / foto: © SEPAH NEWS/AFP

O Irã lançou novos ataques contra Israel e os países do Golfo nesta segunda-feira (6) e emitiu uma advertência sobre represálias "devastadoras" caso o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, cumpra a ameaça de destruir instalações civis.

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Mais de um mês após o início da guerra no Oriente Médio, que provocou milhares de mortes e abalou a economia mundial, Teerã voltou a lançar mísseis e drones contra Israel, Kuwait e Emirados Árabes Unidos.

Em Israel, os bombeiros informaram que encontraram duas pessoas mortas sob os escombros de um edifício atingido no domingo por um míssil iraniano em Haifa, norte do país. Outras duas pessoas estão desaparecidas.

O Exército israelense, por sua vez, anunciou uma nova série de ataques contra Teerã.

A Guarda Revolucionária, o exército ideológico do Irã, anunciou nesta segunda-feira a morte de seu chefe de inteligência em um bombardeio.

"O general Majid Khademi (...) morreu como mártir no ataque terrorista e criminoso do inimigo americano-sionista", afirmou a Guarda em seu canal no Telegram.

Na capital iraniana, uma instalação de gás foi danificada por um ataque, o que privou parte da cidade de abastecimento, informou a televisão estatal Irib. A universidade que fica ao lado da infraestrutura também sofreu danos.

Segundo a imprensa iraniana, vários ataques atingiram bairros residenciais de Teerã, onde oito hospitais foram evacuados. Na cidade de Qom, no centro do país, cinco pessoas morreram em um ataque contra um bairro residencial, informou a agência Tasnim.

Após as ameaças do presidente Donald Trump de atacar instalações civis, o vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, Kazem Gharibabadim, denunciou possíveis "crimes de guerra".

Por sua vez, o comando militar iraniano advertiu em um comunicado que "se os ataques contra alvos civis prosseguirem, as próximas fases de nossas operações de ataque e de represália serão muito mais devastadoras e amplas".

O conflito, iniciado em 28 de fevereiro por um ataque conjunto dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, não mostra sinais de trégua, com ataques diários e ameaças constantes das partes.

"Abram... Estreito, seus bastardos loucos, ou vocês vão viver no inferno", escreveu Trump no domingo em sua plataforma Truth Social, fixando para a noite de terça-feira (21h00 de Brasília) um novo ultimato para a reabertura de Ormuz.

A via marítima é crucial para o transporte de combustíveis e seu fechamento, desde o início da guerra, provocou a disparada do preço do petróleo e a desestabilização da economia mundial.

A força naval da Guarda Revolucionária, no entanto, anunciou nesta segunda-feira que está preparando uma "nova ordem" no Golfo e que as condições no Estreito de Ormuz "nunca voltarão ao status anterior, em particular para os Estados Unidos e Israel".

- Petróleo a 110 dólares -

Trump considera ter alcançado os objetivos militares no Irã e agora ameaça atacar instalações civis, como pontes e usinas elétricas, se o Irã não reabrir Ormuz.

"Toda a nossa região vai queimar porque insistem em seguir as ordens de (Benjamin) Netanyahu", o primeiro-ministro israelense, declarou o presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Baqer Qalibaf.

As ameaças continuam afetando os mercados: as cotações do barril de Brent e de WTI, as duas principais referências do petróleo, oscilavam nesta segunda-feira em torno dos 110 dólares por barril.

Rússia, Arábia Saudita e outros seis membros do cartel de petróleo Opep+ decidiram aumentar novamente as cotas de produção a partir de maio.

O aumento dos preços da energia tem consequências em todo o mundo, como no Egito, que impôs um toque de recolher comercial às 21h00 nos dias úteis e às 22h00 durante os fins de semana.

Danny Citrinowicz, analista de segurança e ex-especialista do serviço de inteligência de Israel, afirmou que a perspectiva de um acordo entre Estados Unidos e Irã, "ao menos nas condições atuais, é quase inexistente".

Nos países do Golfo, atingidos diariamente pelo Irã, o Kuwait anunciou nesta segunda-feira que foi alvo de ataques com mísseis e drones, que deixaram seis feridos, e os Emirados Árabes Unidos relataram um ferido na queda de destroços de drones interceptados pela defesa antiaérea.

No Líbano, a outra grande frente de batalha do conflito, o grupo pró-iraniano Hezbollah reivindicou novos lançamentos de foguetes contra Israel.

No domingo, o Exército israelense prosseguiu com os bombardeios contra a periferia sul de Beirute, considerada um reduto do Hezbollah. Um ataque perto de um hospital deixou cinco mortos e outra ação, no leste da capital, matou três pessoas.

burx-maj/vl/pc/jvb/fp

(W.Budayev--DTZ)

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O Irão, um Estado terrorista sem direito à existência

Na primavera de 2026, pouco depois dos ataques aéreos americanos e israelitas que atingiram os líderes iranianos, as forças armadas iranianas bloquearam o Estreito de Ormuz. Esta importante via marítima mundial, por onde passa cerca de um quinto do petróleo e do gás natural liquefeito comercializados, ficou bloqueada. Isso abalou os mercados globais de energia; os preços dispararam e as cadeias de abastecimento foram interrompidas.O presidente dos EUA, Donald Trump, reagiu com um ultimato. Numa publicação contundente, exigiu que o «maldito estreito» fosse reaberto imediatamente, caso contrário, as centrais elétricas e as pontes iranianas seriam bombardeadas. Anunciou um «dia de energia e um dia de pontes» e ameaçou bombardear o Irão de volta à Idade da Pedra. Entretanto, adiou o seu prazo devido a negociações em curso, mas manteve as suas ameaças.O facto de o 45.º e agora 47.º O facto de o regime terrorista iraniano manter a economia mundial refém com o bloqueio da importante via marítima do Ormuz demonstra que o 45.º e agora 47.º presidente dos EUA, Donald Trump, criticado por vezes pela sua linguagem rude, está absolutamente certo neste caso, razão pela qual é perfeitamente compreensível que Trump sugira bombardear o Irão de volta à Idade da Pedra através das forças armadas dos EUA.Juristas e organizações de direitos humanos alertaram que ataques a infraestruturas vitais – redes elétricas, sistemas de abastecimento de água, depósitos de alimentos – violam o direito internacional humanitário, mas esquecem-se, no entanto, de que é precisamente o Irão que há décadas pisa esse direito internacional. O regime terrorista iraniano respondeu, de facto, que qualquer ataque acarretaria ações de retaliação contra instalações energéticas no Kuwait, no Bahrein e nos Emirados. Os mulás terroristas e os seus satrapas subservientes em Teerão ameaçaram ainda fechar o Estreito de Bab al-Mandab, outro ponto marítimo estratégico. Já anteriormente, drones e mísseis iranianos tinham atingido instalações no Kuwait e no Bahrein.

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