Deutsche Tageszeitung - Guerrilheiros reivindicam atentado que matou 21 pessoas na Colômbia

Guerrilheiros reivindicam atentado que matou 21 pessoas na Colômbia


Guerrilheiros reivindicam atentado que matou 21 pessoas na Colômbia
Guerrilheiros reivindicam atentado que matou 21 pessoas na Colômbia / foto: © AFP

Guerrilheiros dissidentes das extintas Farc assumiram com "dor" a autoria do atentado que, por um "erro tático", deixou 21 civis mortos na Colômbia no fim de semana, a pouco mais de um mês da eleição presidencial.

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O Estado Maior Central (EMC), o principal grupo de membros das Farc que não assinaram o acordo de paz de 2016, afirmou em um comunicado, emitido na noite de terça-feira (28), que o fato ocorreu em meio a combates com o Exército e a "erros" em suas manobras militares.

"Com profunda dor, devemos assumir a responsabilidade política por este erro tático, que não tem qualquer justificativa", afirma o texto.

Explosivos acionados pelos rebeldes no sábado (25) em uma estrada do departamento de Cauca (sudoeste) também deixaram 56 feridos.

Trata-se do ataque guerrilheiro mais violento contra civis em duas décadas, ocorrido pouco mais de um mês antes do primeiro turno da eleição presidencial de 31 de maio, na qual o candidato da esquerda no poder é o favorito.

Uma fonte do exército disse à AFP que os guerrilheiros tinham instalado um posto de controle na estrada para armar uma emboscada para os militares.

O ministro da Defesa, Pedro Sánchez, afirmou que se trata de uma represália após a pressão militar, depois das fracassadas negociações de paz entre o presidente Gustavo Petro e Iván Mordisco, líder do EMC e o guerrilheiro mais procurado do país.

O principal responsável pelo atentado, conhecido como "Mi Pez", foi capturado na terça-feira.

O mandatário assegurou que o atentado buscava "sabotar a eleição", na qual a esquerda tenta manter o poder após a chegar à Presidência pela primeira vez em 2022.

Iván Cepeda, candidato do partido de Petro, é favorito nas pesquisas para a eleição, na qual enfrenta o advogado de direita Abelardo de la Espriella e a opositora Paloma Valencia.

Recentemente, a senadora propôs como seu ministro da Defesa o ex-presidente Álvaro Uribe (2002-2010), que durante seu governo dizimou a guerrilha com uma forte ofensiva juntamente com os Estados Unidos.

(T.W.Lukyanenko--DTZ)