Deutsche Tageszeitung - Grupos armados tomam base militar no norte do Mali

Grupos armados tomam base militar no norte do Mali


Grupos armados tomam base militar no norte do Mali
Grupos armados tomam base militar no norte do Mali / foto: © AFP/Arquivos

Grupos armados tomaram o controle de uma importante base militar no norte do Mali, após a série de ataques lançados no fim de semana passado contra a junta no poder, informaram nesta sexta-feira (1º) à AFP fontes locais de segurança e rebeldes separatistas.

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O país africano enfrenta uma situação de segurança crítica, depois do cerco a posições estratégicas da junta perpetrado pelos jihadistas do Grupo de Apoio ao Islã e aos Muçulmanos (JNIM, aliado da Al-Qaeda) e pela rebelião tuaregue da Frente de Libertação de Azawad (FLA).

No terreno, o exército maliano e seus aliados russos “abandonaram suas posições” no campo militar estratégico de Tessalit na manhã desta sexta-feira, indicou à AFP um representante local.

Uma fonte de segurança disse à AFP que os soldados já tinham “evacuado” o campo antes da chegada dos grupos armados. “Não houve nenhum combate”, afirmou.

Eles “se renderam” em Tessalit, perto da fronteira com a Argélia, segundo um próprio responsável do grupo rebelde separatista.

No início da semana, um porta-voz dos rebeldes tuaregues prometeu que suas forças conquistariam o norte do país e que a junta, que assumiu o poder após os golpes de Estado de 2020 e 2021, “cairia”.

Tessalit representa uma base estratégica por sua posição geográfica, além de contar com uma grande pista de pouso em bom estado, capaz de receber helicópteros e outros aviões militares de grande porte.

Sua tomada ocorre poucos dias depois de os grupos armados terem conseguido controlar a cidade-chave de Kidal, enquanto continuam avançando para o norte.

Os ataques coordenados do fim de semana passado constituíram a maior ofensiva no Mali em quase 15 anos e provocaram a morte, entre outros, do ministro da Defesa.

Uma investigação aberta em decorrência deles pela promotoria militar de Bamaco estabeleceu a “cumplicidade de certos militares” e “sua participação no planejamento, coordenação e execução dos ataques”.

O Unicef confirmou nesta sexta-feira, em comunicado, que civis, entre eles crianças, morreram e ficaram feridos durante esses ataques, sem especificar seu número.

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(V.Korablyov--DTZ)