Deutsche Tageszeitung - MP francês pede 7 anos de prisão a ex-presidente Sarkozy por associação criminosa

MP francês pede 7 anos de prisão a ex-presidente Sarkozy por associação criminosa


MP francês pede 7 anos de prisão a ex-presidente Sarkozy por associação criminosa
MP francês pede 7 anos de prisão a ex-presidente Sarkozy por associação criminosa / foto: © AFP/Arquivos

O Ministério Público francês pediu, nesta quarta-feira (13), a condenação do ex-presidente Nicolas Sarkozy a sete anos de prisão por considerá‑lo o "instigador" de um esquema de corrupção para financiar sua campanha eleitoral de 2007 com recursos líbios.

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Um tribunal de primeira instância o condenou em setembro a cinco anos de prisão por permitir que pessoas de sua confiança se aproximassem da Líbia de Muammar Kadhafi, morto em 2011, para financiar sua campanha ilegalmente.

Embora tenha apresentado recurso, a Justiça ordenou sua prisão, onde passou 20 dias antes de ser colocado em liberdade condicional em novembro.

Sarkozy foi o primeiro chefe de Estado francês a acabar atrás das grades desde a Segunda Guerra Mundial.

Apesar de ter voltado a se declarar inocente no julgamento em segunda instância em Paris, o MP pediu sua condenação por todas as acusações, incluindo associação criminosa, corrupção e financiamento ilegal de campanha. A pena solicitada foi de sete anos de privação de liberdade.

Segundo a acusação, o então ministro do Interior fechou um "acordo" com Kadhafi para receber financiamento oculto de Trípoli em troca da promessa de analisar a situação judicial na França do braço direito e cunhado do dirigente líbio, Abdula Senussi.

Essa tese se baseia em duas reuniões secretas entre Claude Guéant e Brice Hortefeux, colaboradores de Sarkozy, e Senussi na Líbia em 2005.

Seis anos antes, a Justiça francesa havia condenado Senussi à prisão perpétua pelo atentado contra o avião DC-10 da UTA em 1989, que matou 170 pessoas, incluindo 54 franceses.

Nos meses seguintes, cerca de 6 milhões de euros (34 milhões de reais) chegaram, através do regime líbio, ao intermediário Ziad Takieddine, presente nas reuniões.

Em primeira instância, o marido da cantora Carla Bruni foi condenado apenas por associação criminosa, mas o MP pediu ao tribunal de apelação que fosse além, por considerá‑lo o "instigador" do esquema.

"Sem Nicolas Sarkozy, todos esses encontros e todas essas transferências de fundos não teriam qualquer interesse", ressaltou o promotor Damien Brunet nas alegações finais da acusação.

Presidente da França entre 2007 e 2012, Sarkozy enfrenta uma série de problemas judiciais desde que deixou o cargo e já recebeu duas condenações definitivas. Por uma delas, usou tornozeleira eletrônica durante vários meses em 2025.

(G.Khurtin--DTZ)

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