Deutsche Tageszeitung - ONU denuncia que 350 trabalhadores humanitários foram assassinados em 2025

ONU denuncia que 350 trabalhadores humanitários foram assassinados em 2025


ONU denuncia que 350 trabalhadores humanitários foram assassinados em 2025
ONU denuncia que 350 trabalhadores humanitários foram assassinados em 2025 / foto: © AFP

O número de trabalhadores humanitários assassinados em 2025 chegou a 350, dos quais 186 morreram em Gaza e 71 no Sudão, informou nesta segunda-feira (17) o Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (Ocha).

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"O ano de 2025 estabeleceu outro recorde sombrio de violência contra trabalhadores humanitários, com 907 membros da equipe humanitária assassinados, feridos ou sequestrados", escreveu a agência em um comunicado.

Segundo esses números, procedentes do banco de dados do centro de pesquisa Humanitarian Outcomes, o número de mortos é ligeiramente menor do que em 2024, quando 377 trabalhadores humanitários foram assassinados.

Desde o início de 2026, outros 82 foram mortos, 97 ficaram feridos e 39 foram sequestrados em todo o mundo, continuou o Ocha.

"Mais de 1.000 trabalhadores humanitários foram assassinados em apenas três anos, e isso é completamente inaceitável", disse Tom Fletcher, chefe humanitário da ONU.

"Mas só denunciá-lo não os protegerá. Os Estados devem respeitar o direito internacional humanitário e usar todos os meios à sua disposição para proteger os civis e os nossos colegas. E aqueles que violarem as regras devem enfrentar as consequências", continuou.

O Ocha observa, em particular, que "a proliferação de drones armados baratos e adaptáveis é especialmente preocupante", pois "permite que um número crescente de atores tenha acesso a poder de fogo letal".

No Sudão, drones armados foram responsáveis por "80% das mortes de civis durante os primeiros quatro meses de 2026, visando principalmente mercados e centros de saúde".

"Os drones militarizados tornaram-se a nova face de um perigo antigo: o ataque deliberado ou imprudente contra vidas civis", segundo Fletcher. "A tecnologia pode evoluir, mas as leis da guerra não", concluiu.

(I.Beryonev--DTZ)