Deutsche Tageszeitung - Presidente da Colômbia ordena deportações de migrantes em situação irregular

Presidente da Colômbia ordena deportações de migrantes em situação irregular


Presidente da Colômbia ordena deportações de migrantes em situação irregular
Presidente da Colômbia ordena deportações de migrantes em situação irregular / foto: © AFP/Arquivos

O presidente da Colômbia, Abelardo de la Espriella, ordenou iniciar esta semana operações coordenadas entre a autoridade migratória e a polícia para deportar migrantes que vivem em situação irregular no país.

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O chefe de Estado direitista chegou ao poder em 7 de agosto com uma agenda de linha-dura, pausada após um forte terremoto que deixou mais de 300 mortos, milhares de residências destruídas e regiões inteiras em situação de emergência.

Segundo um vídeo vazado de um conselho de segurança, realizado no domingo em Barranquilla (norte), o mandatário deu instruções pra identificar e deter em primeiro lugar os migrantes que cometeram crimes.

"A ordem à Imigração é clara (....) Primeiro, os que estão cometendo crimes, segundo os que não têm sua situação regularizada e que, no curto prazo, terão que ser deportados", disse ele nesta cidade caribenha, que considera sua casa e onde estabeleceu uma sede presidencial alternativa à de Bogotá.

"Não vou aceitar a imigração ilegal. Primeiro, os colombianos, segundo os colombianos e terceiro os colombianos, para que fique claro para todo mundo", acrescentou.

Na última década, a Colômbia foi o principal destino de imigrantes venezuelanos que fugiram da crise em seu país.

A Acnur, agência da ONU para os refugiados, estimou em três milhões os venezuelanos vivendo na Colômbia em 2025.

Tradicionalmente, a direita colombiana promove políticas de acolhida para a diáspora venezuelana com um forte discurso contra o chavismo.

"Deportados! É uma ordem presidencial que deve começar a ser cumprida esta mesma semana. Não vou aceitar migrantes ilegais, de onde quer que venham", disse o presidente.

"É uma decisão política e eu a assumo. É uma decisão administrativa e eu a assumo", acrescentou.

Atravessada por seis décadas de conflito armado, a Colômbia não tem tradição de receber migrantes, mas por outro lado viu milhões de cidadãos fugirem da violência e da pobreza para Estados Unidos, Espanha e outros países.

(L.Møller--DTZ)