Deutsche Tageszeitung - EUA pede que comunidade internacional corte vínculos com a Nicarágua

EUA pede que comunidade internacional corte vínculos com a Nicarágua


EUA pede que comunidade internacional corte vínculos com a Nicarágua
EUA pede que comunidade internacional corte vínculos com a Nicarágua / foto: © El 19 DIGITAL/AFP

Os Estados Unidos pediram nesta quarta-feira que seus parceiros cortem seus vínculos com a Nicarágua, após a decisão do Congresso do país centro-americano de proibir a participação de opositores em eleições, segundo uma declaração do secretário de Estado americano, Marco Rubio.

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Washington pede nesse comunicado que seus aliados internacionais "encerrem imediatamente as operações habituais com essa ditadura brutal" do presidente Daniel Ortega e de sua mulher e copresidente, Rosario Murillo.

"As ditaduras que negam os direitos inalienáveis de seus cidadãos não deveriam gozar dos mesmos benefícios econômicos ou políticos que os governos comprometidos com a defesa da paz e da segurança hemisféricas", advertiu Rubio.

A votação na Assembleia Nacional nicaraguense "erodiu ainda mais a ficção da democracia na Nicarágua", denunciou o chefe da diplomacia americana.

Sem mencionar a condenação de Rubio, Ortega disse na noite de hoje que os Estados Unidos são "o inimigo de" países como a Nicarágua. "Simplesmente por serem uma potência militar mundial, sentem-se no direito de agredir em qualquer parte do mundo", criticou o presidente, no aniversário do Exército de seu país, ao qual agradeceu pelo apoio à emenda.

"Aos que nos ameaçam constantemente, aqui está um povo e um Exército que não se vendem nem se rendem jamais", acrescentou Ortega, que governa com poder absoluto e um forte controle da sociedade nicaraguense após os protestos de 2018, cuja repressão deixou cerca de 300 mortos, segundo a ONU, e centenas de milhares de exilados.

Washington aumentou nos últimos meses a pressão econômica e diplomática sobre Manágua, com sanções contra as principais figuras do regime e também mobilizando seus aliados na América Latina, mediante comunicados conjuntos.

"A Administração Trump segue comprometida a identificar e implementar ações para abordar as violações dos direitos humanos do regime de Murillo-Ortega, inclusive em fóruns como a Organização dos Estados Americanos" acrescentou o texto.

Washington e seus aliados regionais conseguiram que a OEA aprovasse em 19 de agosto a convocação de uma reunião "urgente" de chanceleres da região, uma medida incomum.

A OEA vai celebrar um Conselho Permanente na quinta-feira para abordar a data e o local desse encontro.

(W.Novokshonov--DTZ)

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