Deutsche Tageszeitung - Secretário-geral da OEA pede 'medidas' coletivas contra Nicarágua

Secretário-geral da OEA pede 'medidas' coletivas contra Nicarágua


Secretário-geral da OEA pede 'medidas' coletivas contra Nicarágua
Secretário-geral da OEA pede 'medidas' coletivas contra Nicarágua / foto: © El 19 DIGITAL/AFP

O secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), Albert Ramdin, incentivou nesta quinta-feira (10) os países-membros desta entidade a concordarem coletivamente com "um conjunto de medidas" contra a Nicarágua, após a decisão do governo de proibir a participação eleitoral da oposição.

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Controlada pelos sandinistas, a Assembleia Nacional nicaraguense proibiu na semana passada a participação de "traidores à pátria" nas eleições, o que na prática abrirá caminho para um sistema de partido único.

"O que está acontecendo na Nicarágua é absolutamente inaceitável", declarou Ramdin à imprensa na sede da OEA, que se prepara para sediar uma reunião extraordinária de ministros das Relações Exteriores da região sobre o país centro-americano.

A Nicarágua, que deixou a OEA em novembro de 2023, é liderada por um casal presidencial: Daniel Ortega, ex-guerrilheiro sandinista de 80 anos, e sua esposa, Rosario Murillo, de 75. Ambos governam com mão de ferro, sobretudo após os protestos de 2018, que deixaram ao menos 300 mortos, segundo a ONU.

A OEA convocou uma "reunião de consulta de chanceleres", um mecanismo incomum, diante da gravidade da situação. E o encontro poderá ocorrer após a Assembleia Geral da ONU, no fim do mês, explicou Ramdin.

O secretário-geral defendeu "chegar coletivamente a um conjunto de medidas para exercer mais pressão sobre o governo da Nicarágua, de modo que possamos iniciar um processo de diálogo. Ainda não sei de que forma nem quem o lideraria: poderia ser um grupo de Estados-membros", sugeriu.

Ele explicou que "há conversas em andamento entre os Estados Unidos e os Estados-membros" e que acredita que "em breve será definida uma data aceitável para todos".

Washington adotou sanções econômicas contra o casal presidencial, o governo e entidades-chave no país centro-americano para aumentar a pressão.

(L.Møller--DTZ)

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