Deutsche Tageszeitung - Vice-presidente dos Estados Unidos afirma que democratas são o 'partido do ódio'

Vice-presidente dos Estados Unidos afirma que democratas são o 'partido do ódio'


Vice-presidente dos Estados Unidos afirma que democratas são o 'partido do ódio'
Vice-presidente dos Estados Unidos afirma que democratas são o 'partido do ódio' / foto: © AFP

O vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, chamou na quinta-feira (10) os democratas de "partido do ódio" durante uma convenção dos republicanos antes das eleições legislativas de novembro, em um discurso que o projetou como possível sucessor de Donald Trump em 2028.

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Vance foi recebido no palco aos gritos de "JD! JD!", durante a convenção no American Airlines Center, em Dallas, Texas.

"Os democratas são o partido do ódio. São o partido que despreza os Estados Unidos e as pessoas que construíram o país. São o partido que consegue sentir simpatia pelos terroristas que perpetraram o 11 de Setembro", disse.

Segundo Vance, as diferenças dentro da coalizão republicana empalidecem diante das divisões dos democratas.

"Neste outono, os democratas apresentam candidatos que vão dizer aos seus filhos o que eles podem dizer, como podem viver e, o que é mais importante, quem eles devem odiar", enfatizou.

- "Estou ficando um pouco cansado da política" -

Trump subiu ao palco depois de Vance e fez elogios ao vice-presidente.

"Quero agradecer ao nosso grande vice-presidente. Que trabalho ele fez esta noite!", disse Trump. "Vocês sabem, os democratas estão ficando nervosos", acrescentou o presidente.

"Estou ficando um pouco cansado da política agora", disse o mandatário de 80 anos, antes de insistir em seus ataques aos democratas, a quem chama de "esquerda radical".

Trump voltou a se posicionar no centro da campanha republicana para as eleições legislativas de meio de mandato.

"Não estou na cédula. Vocês têm que fingir que estou na cédula", disse Trump aos apoiadores. "Vocês têm que fazer o maior favor que já me fizeram na vida (...) Têm que fingir que eu apareço na cédula".

Os republicanos enfrentam as próximas eleições com o risco de perder o controle do Congresso.

O portal que monitora as eleições Decision Desk HQ prevê que os democratas conquistarão a Câmara dos Representantes por 229 a 206 e mostra o Senado em 50-50.

A aprovação de Trump estagnou em 30%, em um cenário de inflação persistente e diante da impopular guerra com o Irã, que os Estados Unidos iniciaram com Israel no fim de fevereiro.

O magnata reiterou sua oferta de quarta-feira de pagar 5.000 dólares (R$ 25,5 mil) a cada "adulto americano" se os republicanos conseguirem conservar a maioria nas duas câmaras do Congresso.

A convenção permitiu vislumbrar Vance como um potencial sucessor de Trump. O discurso do vice-presidente seguiu a mesma linha que guiou a convenção ao apresentar os democratas como extremistas.

A família e a paternidade foram temas recorrentes. O vice-presidente tentou contrapor o que chamou de valores tradicionais aos da esquerda radical dos democratas.

"Nós temos que mandá-los embora em novembro", disse Vance.

O vice-presidente aproveitou o ato para homenagear o jovem ativista conservador Charlie Kirk no primeiro aniversário de seu assassinato.

Vance disse que só decidirá se será candidato à Casa Branca depois das eleições legislativas.

(A.Nikiforov--DTZ)

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