Deutsche Tageszeitung - Colômbia inaugura em Jerusalém sua embaixada em Israel

Colômbia inaugura em Jerusalém sua embaixada em Israel


Colômbia inaugura em Jerusalém sua embaixada em Israel
Colômbia inaugura em Jerusalém sua embaixada em Israel / foto: © AFP/Arquivos

A Colômbia inaugurou, nesta quarta-feira (14), sua embaixada em Jerusalém, juntando-se ao restrito grupo de países, entre eles os Estados Unidos, que mantêm sua representação nessa cidade cujo status como capital de Israel não é reconhecido pelo conjunto da comunidade internacional.

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A abertura da missão diplomática em Jerusalém, chefiada pela embaixadora Tania Gilinski, cumpre uma promessa feita pelo presidente colombiano, Abelardo de la Espriella, de extrema direita, que assumiu o cargo em julho.

E marca uma guinada de 180 graus em relação a seu antecessor esquerdista Gustavo Petro, que rompeu em 2024 as relações com Israel em protesto contra a ofensiva israelense em Gaza.

"É uma data importante para o Estado de Israel. É também uma data importante para a cidade de Jerusalém", declarou o ministro israelense das Relações Exteriores, Gideon Saar, ao assinar o livro de ouro da embaixada, acompanhado de seu homólogo colombiano, Omar Bula.

"Hoje, com a abertura da Embaixada da Colômbia em Jerusalém, damos um passo concreto rumo à restauração de nossas relações diplomáticas. Uma relação que nunca deveria ter sido interrompida", disse Bula na cerimônia.

"A segurança é uma prioridade fundamental para os dois povos. A Colômbia enfrenta ameaças derivadas do terrorismo, do narcotráfico, da criminalidade transnacional organizada que afeta nossas comunidades (...) Nesse esforço, Israel é um parceiro estratégico, sempre foi e, de agora em diante, será com ainda mais empenho e força", acrescentou a embaixadora.

A grande maioria dos países mantém sua embaixada junto a Israel em Tel Aviv, sob o argumento de que o status de Jerusalém ainda precisa ser definido em uma futura resolução do conflito israelense-palestino.

- Um apoio sem fissuras -

Abelardo de la Espriella anunciou em julho que transferiria a embaixada para Jerusalém como um gesto contundente em favor de Israel, após a gestão de seu antecessor Gustavo Petro, muito crítico em relação à campanha israelense em Gaza.

O presidente Donald Trump já havia rompido o consenso em 2018, quando, em seu primeiro mandato, decidiu levar a embaixada dos Estados Unidos para Jerusalém, onde ficam o Parlamento de Israel, os escritórios do primeiro-ministro, a Suprema Corte e outras instituições.

Desde então, alguns países seguiram o exemplo americano, entre eles Guatemala, Honduras, Paraguai, Fiji e Papua-Nova Guiné.

O presidente argentino Javier Milei, um dirigente ultraliberal conhecido por seu firme apoio a Israel, prometeu transferir a embaixada de seu país para Jerusalém.

O futuro status de Jerusalém é uma das questões mais espinhosas do conflito israelense-palestino.

Israel ocupa desde 1967 e posteriormente anexou a parte oriental da cidade, de maioria árabe e onde os palestinos aspiram estabelecer a capital de um hipotético Estado próprio.

Essa anexação não foi reconhecida pela ampla maioria da comunidade internacional.

Em agosto, o governo de De la Espriella reconheceu a soberania de Israel sobre as Colinas de Golã, um planalto que tomou da Síria na Guerra dos Seis Dias, em 1967.

Até então, os Estados Unidos eram o único país que reconhecia a anexação desse território em 1981.

(O.Tatarinov--DTZ)