Deutsche Tageszeitung - China adota medidas para reforçar disciplina no Partido Comunista

China adota medidas para reforçar disciplina no Partido Comunista


China adota medidas para reforçar disciplina no Partido Comunista
China adota medidas para reforçar disciplina no Partido Comunista / foto: © AFP

Dirigentes do Partido Comunista Chinês adotaram medidas para reforçar a disciplina na legenda, durante uma importante reunião que terminou nesta quinta-feira (29) em Pequim, informou a imprensa estatal.

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A quinta plenária do Comitê Central, liderada pelo presidente Xi Jinping, decidiu "aprofundar a governança integral e rigorosa do partido", incluindo a intensificação da luta contra a corrupção, segundo a agência oficial Xinhua.

O Comitê Central tem quase 300 integrantes e suas plenárias representam momentos cruciais para a consolidação da autoridade de Xi.

O presidente chinês lidera uma campanha de 14 anos contra a corrupção, na qual milhares de funcionários foram destituídos, dezenas deles membros do Comitê Central.

Como resultado dos expurgos, a plenária deste ano teve o menor número de participantes desde a morte de Mao Tsé-Tung, em 1976, com oito vagas em aberto no Comitê Central.

Apesar do número reduzido, alguns cargos foram designados durante as sessões, iniciadas na segunda-feira.

O chefe anticorrupção, Zhang Shengmin, também vice-presidente da Comissão Militar Central (CMC), foi promovido ao Politburo, o principal órgão de tomada de decisões do país.

O Exército chinês tem sido fortemente impactado pelas medidas anticorrupção de Xi.

Em agosto, Zhang Youxia, que era o general de maior patente do país, foi destituído após meses de investigação sobre corrupção.

A saída deixou a CMC com apenas dois representantes, Xi e Zhang, dos sete que a comissão deveria ter.

A plenária aconteceu antes do congresso do partido, no próximo ano, no qual se espera que Xi, de 73 anos, seja designado para um histórico quarto mandato consecutivo.

Segundo o diretor do Instituto SOAS sobre a China, Steve Tsang, esta reunião serviu justamente para "preparar o terreno" para a reeleição de Xi em 2027.

"Reforçar o controle, especialmente em questões de pessoal, é um passo preparatório essencial para que Xi garanta que a extensão de seu mandato ocorra sem qualquer contratempo", afirmou.

(U.Kabuchyn--DTZ)