Deutsche Tageszeitung - Reconhecimento facial, linha vermelha para uso da IA na segurança de Paris-2024

Reconhecimento facial, linha vermelha para uso da IA na segurança de Paris-2024


Reconhecimento facial, linha vermelha para uso da IA na segurança de Paris-2024
Reconhecimento facial, linha vermelha para uso da IA na segurança de Paris-2024 / foto: © AFP/Arquivos

Para reforçar a segurança dos Jogos Olímpicos de Paris-2024, autoridades utilizarão câmeras de segurança com algoritmos, mas garantem que nenhum de seus programas permitirá o reconhecimento facial, uma prática polêmica já testada na França.

Alterar tamanho do texto:

O sistema com algoritmos utiliza um programa conectado a câmeras que analisa sequências de vídeo para identificar acontecimentos ou comportamentos suspeitos ou de risco, antes de alertar um operador em tempo real.

Já o reconhecimento facial foca nos detalhes, já que permite analisar os traços faciais de uma pessoa filmada ou fotografada e comparar a imagens de uma base de dados, em tempo real ou posterior.

Durante o carnaval de Nice em 2019, um "software" desta última tecnologia, desenvolvido por engenheiros israelenses, permitiu encontrar entre 5.000 pessoas quase 50 voluntários que haviam fornecido suas fotos, algumas bem antigas.

Porém, a cidade da turística Riviera Francesa, com quase 4.500 câmaras de vigilância de alta precisão, quer "ir além" de um mero teste, mas seus desejos chocam com a Cnil, autoridade encarregada de zelar pelas liberdades na era digital.

Os franceses já aceitam "ser vigiados 24 horas por dia por Xi Jinping [presidente chinês] ou por Joe Biden [seu colega americano], segundo a marca de seu celular", defende o prefeito de Nice, Christian Estrosi, ante ao receio da Cnil.

Para ele, a inteligência artificial (IA) poderia ter ajudado a detectar os movimentos do autor do atentado no Passeio dos Ingleses em 2016 (86 mortos). "Apenas as pessoas fichadas como perigosas seriam alvo de uma vigilância permanente", assegura.

A tecnologia de reconhecimento facial ainda não tem uma regulamentação jurídica definida, mas deve respeitar, segundo a Cnil, "o marco de proteção de dados pessoais", previsto por duas normas europeias: o regulamento geral RGPD e a diretriz "Polícia-Justiça" de 2016.

Esta última norma permite seu uso por "autoridades competentes" em caso de "absoluta necessidade". A polícia a utiliza em investigações para consultar a base de antecedentes criminais, que contém milhões de arquivos de autores e vítimas.

O sistema de passagem rápida nas fronteiras externas da União Europeia a utiliza também no controle biométrico de passaportes em locais determinados e sob condições.

- "Oportunidade desperdiçada" -

A futura regulação europeia sobre inteligencia artificial, cuja adoção final é esperada em abril, proíbe "o uso da identificação biométrica à distância em tempo real nos espaços públicos", embora preveja exceções.

O reconhecimento facial pode ser utilizado para "dezesseis crimes", segundo um porta-voz da Comissão Europeia: terrorismo, estupro, tráfico de seres humanos, assassinato, tráfico de drogas, associação criminosa...

Uma "autoridade judicial ou administrativa independente" deve autorizar seu uso em 24 horas e os países interessados em adotar a prática devem aprovar uma lei federal, com base na regulamentação.

A ONG Anistia Internacional lamentou, no entanto, uma "oportunidade desperdiçada". "Era a ocasião para proibir sistemas perigosos e incompatíveis com os direitos humanos, como o reconhecimento facial", lamentou Katia Roux, membro na França.

No caso das câmeras por algoritmos, o Parlamento francês aprovou em abril de 2023 uma lei que regulamenta sua utilização durante os Jogos. Uma comissão de usuários e políticos se encarregará de sua avaliação até 2025.

Os dispositivos poderão ser empregados para identificar oito tipos de situações que impliquem um "risco de ato de terrorismo ou uma ameaça grave à segurança das pessoas": cruzar uma zona proibida, circular no sentido contrário, presença ou uso de armas, incêndio, tumulto, pessoa no chão, fluxo excessivo, pacote abandonado.

A Anistia criticou a experiência durante a Paris-2024, ao considerar que o uso destas tecnologias "não tem volta". Foram testadas em Londres-2012 e agora a polícia britânica as utilizam para identificar "potenciais criminosos antes mesmo que cometam crimes", advertiu.

(U.Stolizkaya--DTZ)

Apresentou

Google Maps muda nome do Lago Ontário para 'Lago América' nos EUA

A Casa Branca comemorou, neste domingo (30), a mudança do nome do Lago Ontário para "Lago América" para usuários americanos no Google Maps, após o presidente, Donald Trump, ter decidido alterar o nome do lago na fronteira entre os Estados Unidos e o Canadá.

Nasa lança o telescópio Roman, que criará um novo 'Atlas do Universo'

A Nasa lançou ao espaço, neste domingo (30), o telescópio Roman, que deverá criar um novo "Atlas do Universo" e fornecer respostas para vários dos maiores mistérios da física, incluindo aqueles que envolvem a matéria e a energia escuras.

Amazon lança campanha de produtos reacondicionados com descontos até 10 de setembro

A Amazon iniciou uma promoção de produtos em segunda mão e reacondicionados válida até 10 de setembro. A campanha oferece equipamentos como computadores, tablets e televisores a preços reduzidos, com diferentes níveis de conservação para comparação direta com os modelos novos.

Melhores tablets para jogos em 2026: Guia completo de 9 modelos

A escolha do tablet ideal para jogos em 2026 exige uma análise que vai além da potência do processador, considerando taxa de atualização, refrigeração e autonomia. O Tecnoblog selecionou nove dispositivos, desde o gamer dedicado RedMagic Astra até opções intermediárias como o Galaxy Tab A11+ 5G, avaliando seus pontos fortes e fracos para ajudar na decisão.

Alterar tamanho do texto: