Brad Pitt conquista San Sebastián com história de sobrevivência
Brad Pitt concentra, nesta quarta-feira (23), os holofotes do Festival de Cinema de San Sebastián, onde apresenta "Coração Selvagem", a história de sobrevivência de um militar aposentado e seu fiel cão de combate na natureza inóspita do Alasca.
"Foi uma maravilha estar aqui", disse Pitt na entrevista coletiva. Os passos do ator são acompanhados de perto pelos fãs e pela imprensa desde que ele chegou no domingo à cidade do norte da Espanha.
"Eu tive uma folga na segunda-feira para explorar o litoral, ver algumas obras de arte lindas, meu favorito de todos os tempos, Eduardo Chillida, um escultor, e comer uma comida realmente muito boa", disse Pitt, que não visitava San Sebastián desde 2009, quando apresentou "Bastardos Inglórios", de Quentin Tarantino, no festival.
Desta vez, Pitt é o protagonista e produtor de "Coração Selvagem", filme em que interpreta um oficial aposentado das Forças Especiais dos Estados Unidos que, ao lado de seu cão de combate Odin, vai ao Alasca em busca de paz interior.
Quando o pequeno avião em que viajam sofre um acidente, começa a aventura para tentar sobreviver na natureza indomada do Alasca.
"É uma história de sobrevivência, mas, no fim das contas, por baixo de tudo, é uma história de amor", explicou Pitt sobre a relação entre o soldado e o cão, ambos com estresse pós-traumático.
Para o vencedor de duas estatuetas do Oscar (uma como produtor e outra como ator coadjuvante), é um filme muito oportuno no atual momento.
"Eu, pessoalmente, acho que poderíamos passar mais tempo no que temos em comum, que é 98% da discussão, na verdade, o que nos une, o que nos conecta (...) Talvez apenas começar a cuidar das pessoas que estão ao nosso redor e garantir que estejam bem", afirmou.
Ao falar sobre o atual momento do cinema, Pitt disse que, graças às plataformas de streaming, considera que a situação é melhor para filmes de médio orçamento como "Coração Selvagem", que teria "muita dificuldade para recuperar" o investimento.
Para ele, trabalhar com o cão, que na realidade se chama Uber, foi uma experiência "preciosa".
"Criamos um vínculo muito rápido. Tentávamos fazer com que cada dia fosse de brincadeira para ele. Tivemos momentos em que ele fazia coisas simplesmente incríveis, que não estavam no roteiro e que você vê no filme, e as expressões dele, de verdade, me comoveram profundamente", disse.
"Há algo muito delicado e lindo no filme, que explora o coração, as relações e a natureza do que nos mantém em movimento", comentou o diretor David Ayer, que já havia dirigido Pitt no filme de guerra "Corações de Ferro" (2014).
"Coração Selvagem" está na mostra oficial do Festival de San Sebastián, mas fora de competição.
(O.Zhukova--DTZ)