Deutsche Tageszeitung - Presidente chinês pede conferência de paz no Oriente Médio

Presidente chinês pede conferência de paz no Oriente Médio


Presidente chinês pede conferência de paz no Oriente Médio
Presidente chinês pede conferência de paz no Oriente Médio / foto: © POOL/AFP

O presidente da China, Xi Jinping, pediu nesta quinta-feira (30), durante um encontro com líderes árabes em Pequim, a realização de uma conferência de paz para resolver o conflito entre Israel e o movimento islamista palestino Hamas.

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"O Oriente Médio é uma terra dotada de vastas possibilidades de desenvolvimento, mas a guerra está devastando-a", disse Xi neste fórum, que contou com a presença do presidente egípcio e de outros líderes árabes.

"A guerra não deve continuar indefinidamente. A justiça não tem que estar ausente para sempre", acrescentou o presidente chinês.

O presidente egípcio, Abdel Fattah al Sissi, aproveitou a reunião para exortar a comunidade internacional a garantir que os palestinos na Faixa de Gaza não sejam deslocados à força.

“Apelo à comunidade internacional para que forneça imediatamente assistência humanitária de longo prazo à Faixa de Gaza e ponha fim ao cerco israelense”, declarou Sissi no fórum de Pequim.

Ele também pediu para "impedir qualquer tentativa de forçar os palestinos a fugir de suas terras".

O seu comentário foi feito depois que o Exército israelense declarou, na quarta-feira, que tinha alcançado o “controle operacional” do corredor estratégico de Filadélfia, na fronteira entre a Faixa de Gaza e o Egito.

A China defende há décadas uma solução de dois Estados para o conflito israelense-palestino.

Xi afirmou que o seu país “apoia a plena integração da Palestina na ONU e apoia uma conferência de paz internacional ampla, autorizada e eficaz”.

Em uma reunião com Sissi na quarta-feira, Xi disse estar “profundamente entristecido” pela situação “extremamente grave” na Faixa de Gaza.

- Cessar-fogo -

A operação israelense no enclave palestino causou mais de 36.000 mortes, a maioria civis, segundo o Ministério da Saúde deste território governado pelo Hamas.

A guerra eclodiu com o ataque de 7 de outubro por comandos islamistas contra o sul de Israel, no qual mataram 1.189 pessoas e fizeram 252 reféns, segundo dados das autoridades israelenses.

“A principal prioridade agora é um cessar-fogo imediato, para evitar que o conflito se espalhe e afete a paz e a estabilidade regionais, e (…) evitar uma crise humanitária mais grave”, afirmou o líder chinês.

Xi expressou a vontade de trabalhar com o Egito, que tem atuado como mediador de trégua com o Catar e os Estados Unidos, para continuar a ajudar o povo de Gaza “e para pressionar por uma solução rápida, abrangente, justa e duradoura para a questão palestina”.

(S.A.Dudajev--DTZ)