Deutsche Tageszeitung - Trump adverte empresas estrangeiras após detenção de trabalhadores sul-coreanos

Trump adverte empresas estrangeiras após detenção de trabalhadores sul-coreanos


Trump adverte empresas estrangeiras após detenção de trabalhadores sul-coreanos
Trump adverte empresas estrangeiras após detenção de trabalhadores sul-coreanos / foto: © Servicio de Control de Inmigración y Aduanas de EEUU/AFP

O presidente Donald Trump fez uma advertência às empresas estrangeiras no domingo (7) e destacou que devem cumprir a legislação dos Estados Unidos, depois que mais de 300 trabalhadores sul-coreanos foram detidos em um fábrica de baterias da Hyundai-LG que está sendo construída no estado da Geórgia.

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A operação ocorreu na última quinta-feira em uma fábrica de baterias para carros elétricos da Hyundai e da LG, atualmente em construção em Ellabell, no estado da Geórgia, sudeste dos Estados Unidos. No total, 475 pessoas foram detidas.

De acordo com as autoridades americanas, esta foi a maior operação realizada em um único local pela campanha anti-imigração promovida pelo presidente americano.

"Por favor, respeitem as leis de imigração de nossa nação", escreveu Trump nas redes sociais.

"Seus investimentos são bem-vindos, e incentivamos que tragam LEGALMENTE seu povo muito inteligente (...) O que pedimos em troca é que contratem e capacitem trabalhadores americanos", acrescentou.

Imagens da operação publicadas pelas autoridades americanas mostraram trabalhadores detidos, algemados e com correntes ao redor dos tornozelos subindo em um ônibus de transporte de prisioneiros.

Trump baseou sua campanha presidencial na promessa de expulsar milhões de imigrantes irregulares dos Estados Unidos e tomou uma série de medidas para acelerar as deportações desde que voltou à Casa Branca em janeiro.

- Devolvidos ao seu país -

Os mais de 300 sul-coreanos presos na operação migratória serão libertados e devolvidos ao seu país, anunciou o governo da Coreia do Sul no domingo (7).

A operação surpreendeu Seul, mas o chefe de gabinete do presidente Lee Jae Myung disse, no domingo, que seu governo já havia acertado com os Estados Unidos a libertação dos trabalhadores.

A empresa LG Energy Solution indicou um dia antes que, do total de detidos, 47 pessoas (46 sul-coreanos e um indonésio) são funcionários diretos da empresa e cerca de 250 são terceirizados, a maioria procedente da Coreia do Sul.

A Hyundai informou na sexta-feira que não tinha conhecimento de que algum dos detidos estivesse "empregado diretamente" pela companhia.

Trump apoiou o trabalho do Serviço de Imigração e Controle de Alfândegas (ICE). "Eu diria que eram estrangeiros ilegais e que o ICE estava apenas fazendo seu trabalho", declarou ao ser questionado por jornalistas na sexta-feira.

Segundo o governo do republicano, alguns detidos haviam cruzado a fronteira dos Estados Unidos de forma irregular, outros chegaram com vistos que proibiam trabalhar ou haviam ultrapassado a duração de seus vistos de trabalho.

A Coreia do Sul, a quarta maior economia da Ásia, é um importante fabricante de automóveis e produtos eletrônicos, além de possuir várias fábricas nos Estados Unidos.

Em julho, Seul comprometeu-se a investir 350 bilhões de dólares (aproximadamente R$ 1,9 trilhão, na cotação da época) em território americano após as ameaças tarifárias de Trump, que busca revitalizar o setor manufatureiro no país.

(A.Stefanowych--DTZ)

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