Deutsche Tageszeitung - Frente a Trump, Brics rejeita o protecionismo

Frente a Trump, Brics rejeita o protecionismo


Frente a Trump, Brics rejeita o protecionismo
Frente a Trump, Brics rejeita o protecionismo / foto: © AFP

Os líderes do Brics rejeitaram o protecionismo em uma reunião virtual nesta segunda-feira (8), em meio à guerra comercial lançada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que afeta vários países do grupo.

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Convocada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a videoconferência das economias emergentes abordou os riscos associados ao "recrudescimento de medidas unilaterais", indicou um comunicado do Palácio do Planalto.

O presidente chinês, Xi Jinping, instou o bloco a "resistir a qualquer forma de protecionismo".

"Devemos defender o sistema multilateral de comércio, com a Organização Mundial do Comércio como eixo central, e resistir a qualquer forma de protecionismo", disse Xi.

Lula, que chamou Trump de "imperador" por sua política tarifária, afirmou que os países do Brics são "vítimas" de práticas comerciais "injustificadas e ilegais".

"A chantagem tarifária está sendo normalizada como instrumento para conquista de mercados e para interferir em questões domésticas", afirmou Lula ao abrir a videoconferência.

- Tarifas punitivas -

Trump impôs tarifas punitivas a produtos do Brasil, argumentando que há uma "caça às bruxas" contra seu aliado Jair Bolsonaro (PL), julgado por uma suposta trama golpista.

O Supremo Tribunal Federal decidirá esta semana se o ex-presidente tentou dar um golpe de Estado após perder as eleições em 2022 para Lula.

A Casa Branca também impôs sanções a ministros e autoridades brasileiras para pressionar a favor de Bolsonaro.

Paralelamente, Washington castigou severamente a Índia por comprar petróleo da Rússia. Produtos de ambos os países devem pagar 50% de tarifas alfandegárias para entrar nos Estados Unidos.

Antes de um confronto bilateral com o Brasil, Trump já havia se voltado contra o Brics em julho. Durante uma cúpula do grupo no Rio de Janeiro, o presidente americano publicou uma série de mensagens com ameaças tarifárias a "qualquer país que se aliasse" ao Brics.

Na reunião virtual desta segunda-feira participaram também o russo Vladimir Putin e o sul-africano Cyril Ramaphosa, além dos líderes da Indonésia, Egito e Irã.

O bloco formado por economias emergentes como Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul representa cerca de 40% do PIB mundial e quase metade da população do planeta.

Os líderes do grupo também coordenaram sua participação em eventos de 2025, como a Assembleia Geral da ONU, a conferência climática COP30 em Belém (Pará) e a cúpula do G20 na África do Sul. Trump já anunciou que não comparecerá a esta última.

Desde 2023, a lista de parceiros do Brics foi ampliada para incluir Arábia Saudita, Egito, Emirados Árabes Unidos, Etiópia, Indonésia e Irã, incorporados ao grupo fundado em 2009 para fortalecer o chamado "Sul Global".

(O.Tatarinov--DTZ)

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