Deutsche Tageszeitung - Macron nomeia Sébastien Lecornu, titular da Defesa, como primeiro-ministro

Macron nomeia Sébastien Lecornu, titular da Defesa, como primeiro-ministro


Macron nomeia Sébastien Lecornu, titular da Defesa, como primeiro-ministro
Macron nomeia Sébastien Lecornu, titular da Defesa, como primeiro-ministro / foto: © AFP

O presidente da França, Emmanuel Macron, nomeou nesta terça-feira (9) o ministro da Defesa, Sébastien Lecornu, como novo primeiro-ministro, em substituição a François Bayrou, que ficou no cargo por apenas nove meses.

Alterar tamanho do texto:

Macron pediu a Lecornu para "consultar as forças políticas representadas no Parlamento a fim de adotar um orçamento para a nação e alcançar os acordos essenciais para as decisões dos próximos meses", indicou o Eliseu em comunicado.

A nomeação ocorre poucas horas após a renúncia do até então primeiro-ministro, François Bayrou.

O Parlamento derrubou na segunda-feira o Executivo de Bayrou, dias antes de uma jornada de protestos convocada nas redes sociais sob o lema "Vamos bloquear tudo" e da revisão da classificação da nota de crédito da França pela agência Fitch.

Bayrou apresentou sua renúncia no início da tarde a Macron, que a aceitou e lhe encarregou de gerenciar os assuntos correntes até a nomeação de seu sucessor, segundo um comunicado do governo.

Lecornu comandou a pasta da Defesa por mais de três anos, período marcado pela invasão russa da Ucrânia, e é considerado um aliado leal e discreto do presidente Macron.

O político de 39 anos tem sido um dos poucos rostos de continuidade no governo da França desde a eleição de Macron em 2017, apesar das múltiplas mudanças de gabinete provocadas pela atual instabilidade política.

O presidente francês havia prometido designar rapidamente um novo primeiro-ministro, uma tarefa difícil devido à fragmentação política na Assembleia Nacional, sem maiorias estáveis desde 2024.

Em junho daquele ano, Macron convocou inesperadamente eleições legislativas antecipadas que deixaram uma Câmara baixa dividida em três grandes blocos: esquerda, centro-direita (governante) e extrema direita.

- Ruptura ou continuidade? -

Embora a esquerda tenha vencido as eleições, Macron nomeou o conservador Michel Barnier como primeiro-ministro em setembro em nome da "estabilidade" e o centrista François Bayrou em dezembro. Ambos caíram.

As oposições já alertaram que, sem uma mudança de política em relação aos oito anos de "macronismo", o novo governo terá o mesmo destino.

O partido de esquerda radical A França Insubmissa (LFI) foi além nesta terça-feira e apresentou uma moção para destituir Macron, que não tem perspectivas de sucesso. Sessenta e quatro por cento dos franceses querem a saída do presidente, segundo uma pesquisa recente da Odoxa-Backbone.

Desde segunda-feira à noite, o nome mais mencionado era o de Lecornu, que já estava na disputa em dezembro.

Os socialistas, por outro lado, defendem um "governo de esquerda" e propõem a suspensão da reforma da previdência de 2023 e o aumento de impostos sobre grandes fortunas, dois sinais de alerta para o partido no poder.

- Setembro "de atrocidades" -

O tempo para a formação de um governo está se esgotando. Protestos estão marcados para quarta-feira, apoiados pela LFI. As autoridades temem um movimento como o dos "coletes amarelos" (2018-2019), que abalou o primeiro mandato de Macron.

"Estamos em um setembro propício para todo tipo de atrocidades", alertou o ministro do Interior Bruno Retailleau, referindo-se também à greve "massiva" convocada pelos sindicatos para 18 de setembro.

O gatilho foi o projeto de orçamento para 2026, que levou à queda de Bayrou. Ele planejava 44 bilhões de euros (US$ 51,6 bilhões ou R$ 280 bilhões) em cortes e a eliminação de dois feriados nacionais.

"Há realmente um cansaço geral. Percebo o quanto o padrão de vida diminuiu, o quanto o Estado nos maltrata", disse à AFP Rose Tocqueville, uma estudante de 21 anos, durante uma assembleia na universidade parisiense de Jussieu.

As autoridades anunciaram a mobilização de quase 80 mil policiais para os protestos de quarta-feira, que incluem bloqueios de empresas, estradas e universidades.

- Sexta-feira de risco -

Na sexta-feira, a agência Fitch deve revisar a classificação da dívida soberana da França. Em março, ela manteve a nota em AA- com perspectiva negativa e advertiu que a rebaixaria caso não aplicasse um "plano crível" para reduzi-la a médio prazo.

Os cofres públicos registraram um déficit de 5,8% do PIB em 2024 e uma dívida de quase 114% em março, a mais alta da UE após Grécia e Itália. Antes de cair, Bayrou alertou sobre a "emergência vital" que a França enfrenta.

Como sinal da crescente incerteza, o custo do endividamento da França a 10 anos ultrapassou nesta terça-feira o nível da Itália, considerada durante anos um mau aluno em termos de controle de sua dívida.

burs-tjc/an/aa/fp/dd/aa/ic/am

(P.Vasilyevsky--DTZ)

Apresentou

Merz promete seguir governando pelo 'futuro democrático' da Alemanha

O pressionado chanceler conservador alemão, Friedrich Merz, prometeu nesta segunda-feira (21) que continuará governando em coalizão pelo bem do "futuro democrático" do país, após derrotas esmagadoras em duas eleições regionais que alimentaram especulações sobre quanto tempo ele ainda permanecerá no cargo.

Extrema direita afirma que é o 'partido do povo' na Alemanha e prevê queda de Merz

Os líderes da extrema direita alemã previram nesta segunda-feira (21) a queda até o fim do ano do chanceler conservador Friedrich Merz, após as derrotas nas eleições regionais recentes, e afirmaram que seu partido, a AfD, já "substituiu" a democracia-cristã como o "partido do povo".

Merz promete manter governo pelo 'futuro democrático' da Alemanha

O chanceler alemão conservador, Friedrich Merz, prometeu nesta segunda-feira (21) manter seu governo de coalizão com os social-democratas em prol do "futuro democrático" da Alemanha, após sua contundente derrota nas eleições regionais para a extrema direita e a esquerda radical.

Partido de Putin conquista supermaioria nas eleições parlamentares

O partido Rússia Unida, do presidente Vladimir Putin, obteve uma maioria recorde na Câmara Baixa do Parlamento após três dias de eleições legislativas rigidamente controladas, sem a participação de partidos críticos ao Kremlin ou à guerra na Ucrânia.

Alterar tamanho do texto: